Portugal
Presidenciais: CGTP ‘culpa’ sondagens por resultados e apela à rejeição da candidatura de Ventura
A CGTP responsabilizou hoje a pressão das sondagens pelos resultados eleitorais de domingo, considerando que a campanha foi “muitas vezes” desviada para “temas laterais”, e apelou à rejeição da candidatura de André Ventura.
Em comunicado, a central sindical liderada por Tiago Oliveira saudou “os trabalhadores e o povo que exerceram o seu direito ao voto nas eleições presidenciais” e sublinha que os resultados “evidenciam, também, uma derrota do candidato apoiado pelos partidos no Governo”, numa alusão a Luís Marques Mendes, que ficou em quinto lugar.
“A passagem de António José Seguro e André Ventura à segunda volta decorre de um contexto em que as pressões, nomeadamente por via das sondagens relativas às possibilidades das candidaturas que podiam disputar a segunda volta, tiveram um papel central, numa campanha que teve muitas vezes como foco mediático temas laterais”, acrescenta a nota hoje divulgada.
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A CGTP aponta ainda que os resultados eleitorais “confirmam ainda o descontentamento de faixas crescentes da população” e defende que “urge intensificar o esclarecimento, mobilização e organização da luta contra o pacote laboral, a luta por melhores salários e pensões, pela valorização do trabalho e dos trabalhadores e pela defesa e melhoria dos serviços públicos”.
Neste contexto, a central sindical apela aos trabalhadores para que se envolvam e participem “na luta em defesa dos direitos e por uma elevação das condições de trabalho e de vida”, por um país “onde se cumpra e faça cumprir a Constituição da República Portuguesa, e para rejeitar os projetos reacionários, antidemocráticos e de ataque aos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores, protagonizados pela candidatura de André Ventura”, remata.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
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