O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) manifestou hoje o desejo de que muita gente vote nas eleições presidenciais e em plena consciência, considerando que a diversidade de posições contribuirá para que o nível de abstenção seja reduzido.
“Tenho dois desejos essenciais para este dia: o primeiro é que muita gente vote e, em segundo lugar, que toda a gente, todos os homens, todas as mulheres, votem em plena consciência. Se a democracia foi feita para podermos votar em quem nos representa, é votando em quem nos representa que melhor defendemos a democracia”, afirmou José Manuel Pureza.
O líder do BE falava aos jornalistas na Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, onde exerceu o seu direito de voto cerca das 11:10.
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Este é o primeiro ato eleitoral de José Manuel Pureza enquanto líder partidário, uma circunstância que considerou que “não muda rigorosamente nada” na forma como o encara e que “é sempre muito bonito ver muita a gente votar”.
“Fico muito satisfeito, muito emocionado, até com essa circunstância”, indicou.
No entender de José Manuel Pureza, a diversidade de posições contribuirá para que o “nível de abstenção seja reduzido”, uma vez que a campanha “nem sempre foi muito centrada sobre os problemas concretos”, mas teve essa diversidade de propostas.
“Creio que não haverá nenhuma razão, ainda por cima o dia não está particularmente mau, para que a abstenção tenha valores elevados”, acrescentou.
Questionado sobre o boletim de voto que inclui três candidaturas rejeitadas, o líder do Bloco de Esquerda defendeu que “não faz sentido” e que não é bom para a democracia.
“Acho que as afinações que se tiverem que fazer na lei para que os prazos sejam regularizados de modo a não permitir este tipo de situações devem ser feitas o quanto antes, para que em próximos atos eleitorais não se verifique, porque leva a um número indefinido de pessoas a situações de engano. Não é bom para a democracia”, argumentou.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
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