A absolvição do ator Carloto Cotta dos crimes de sequestro e violação, decidida pelo Tribunal de Sintra em novembro, está agora a ser contestada pela advogada da alegada vítima, que aponta um “erro lastimável” na atuação de um militar da GNR que, na sua perspetiva, poderá ter comprometido todo o processo.
Em causa está um auto de notícia elaborado em maio de 2023, no qual o guarda da GNR terá escrito que a queixosa referiu relações sexuais “consensuais”, avança a Flash.
Em tribunal, porém, o próprio militar admitiu que a vítima sempre lhe disse que a relação tinha sido forçada, não conseguindo justificar por que razão tal não ficou registado no documento oficial.
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Para a defesa da alegada vítima, este erro de transcrição terá afetado a credibilidade do seu testemunho e condicionado o desfecho do julgamento, levando à absolvição do ator, que sempre negou as acusações, classificando-as como “fantasiosas”.
O recurso apresentado será agora analisado pelo tribunal, que terá de decidir se a falha apontada é suficiente para colocar em causa a investigação e a decisão judicial.
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