A Casa das Artes Bissaya Barreto inicia o ano com uma programação variada. No primeiro trimestre, a artista plástica Xana Sousa apresenta a exposição “Ar.rasto”. No final do mês o ciclo “Ouvido Absoluto” coloca a música ambient e a escuta imersiva em primeiro plano, e o coletivo Estrutura Baldia estreia a peça de teatro “Uma Agenda por Cumprir”.
No dia 24 de janeiro, às 15:00, é inaugurada na Casa a exposição “Ar.rasto”, que inclui uma visita ao Jardim Botânico, com foco na coleção de plantas medicinais. “Ar.rasto” é uma exposição que observa a beleza do arrastar. Xana Sousa potencia um diálogo sobre a nossa relação com a natureza, através de um arquivo de processos naturais em que o arrasto é visto não apenas como um processo de desgaste, mas também de renovação, crescimento e transformação.
No final do mês, regressa “Ouvido Absoluto”. No dia 31 de janeiro, o ciclo dedicado à música ambient, experimental e drone regressa para a terceira edição, com performances na Estufa Tropical do Jardim Botânico e no Centro de Artes Visuais.
Os concertos apresentam as paisagens sonoras de Funcionário, Adriana João &
Pedro Alves Sousa, Imberbe e Delikwe.
De 24 a 28 de fevereiro e de 3 a 7 de março, com exceção das sextas-feiras, a Estrutura Baldia, coletivo artístico sediado em Coimbra, apresenta a peça “Uma Agenda por Cumprir”, um espetáculo que cruza teatro e instalação sonora, a partir da agenda de uma mulher desconhecida comprada numa loja em 2ª mão.
Este coletivo pretende, num diálogo experimental, concretizar exercícios de empatia, atentos e próximos do público, cruzando espaços, pessoas e áreas artísticas.
Até ao final de março, três artistas emergentes apresentam álbuns de estreia na cave da Casa das Artes. No dia 14 de fevereiro, Calcutá apresenta “Soon After Down” acompanhada da contrabaixista Maria Amaro. A 5 de março, Rivers, guitarrista original de Chaves a viver em Coimbra, mostra “Autos de Amor & Glória”.
A fechar o programa, a 28 de março, Body of Will, projeto composto por Moss Kissing e Kara
Konchar, mostram o seu álbum homónimo.
No dia 24 e 25 de março, a Casa acolhe uma leitura da obra “Estaleiro Almada/Orozco” de José André e Patrícia Portela, inserida na 7ª edição do Festival END – Encontros de Novas Dramaturgias, que acontece na cidade de Coimbra.
Destaque ainda para as Matinées semanais, que regressam a partir de 16 de janeiro com Frederico Martinho. Todas as sextas-feiras, DJs locais e nacionais tocam na cave da Casa das Artes num ambiente informal e descontraído.