Justiça
“Pastor assassino” preso em Portugal por mandar matar jornalista
Imagem: Vítima - Valério Luiz / DR
A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta semana nas Caldas da Rainha o brasileiro Marcus Xavier, de 41 anos, em cumprimento de um mandado internacional emitido pelo Brasil, pelo homicídio do jornalista Valério Luiz, ocorrido em 2012, em Goiânia.
Xavier tinha sido condenado a 14 anos de prisão pelo crime, que só teve as penas definidas em 2022.
A Unidade de Informação Criminal da PJ acompanhou a rotina de Marcus Xavier antes da detenção. O homem, que voltou a Portugal em 2018 após ter sido extraditado do país em 2014, vivia regularmente no território português e tinha destaque na comunidade brasileira das Caldas da Rainha.
PUBLICIDADE
Trabalhando como operário da construção civil e vivendo de biscates, Xavier também desempenhava funções de copastor numa igreja evangélica local, frequentada por sua esposa e dois filhos menores. Em vídeos partilhados em redes sociais da igreja e no YouTube, Marcus é visto em sermões e confraternizações, sendo tratado com respeito pelos fiéis. Não se sabe se os responsáveis da igreja conheciam os antecedentes criminais do homem.
Após a detenção, Xavier foi presente ao Tribunal da Relação de Coimbra, onde ficou em prisão preventiva enquanto decorre o processo de extradição para o Brasil.
O homicídio de Valério Luiz, radialista que criticava publicamente a gestão do clube de futebol Atlético Goianiense, envolveu quatro intervenientes, com Xavier participando na elaboração do plano do crime. O jornalista foi assassinado enquanto estava no seu carro particular.
A detenção desta semana foi realizada pela PJ, que herdou do extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a competência para cumprir mandados internacionais. Em 2014, Xavier tentou fugir do SEF, atirando-se do terceiro andar de um prédio nas Caldas da Rainha, mas foi detido e extraditado para o Brasil.
Segundo o Correio da Manhã, a Unidade de Informação Criminal da PJ só teve acesso ao Red Notice da Interpol contra Xavier em 2025, tendo cumprido o mandado internacional nesta semana.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE