Política

Presidenciais: Cotrim acusa comunicação social de ser “culpada e cúmplice” por dar eco à denúncia de assédio 

Notícias de Coimbra | 10 minutos atrás em 15-01-2026

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo acusou hoje a comunicação social de ser “culpada e até cúmplice” do eco que ganhou a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL.

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No final de uma visita à empresa Adalberto Textile Solutions em Santo Tirso, e antes mesmo de qualquer pergunta dos jornalistas, Cotrim Figueiredo disse querer fazer uma declaração, que durou 07:32 minutos, na qual acusou a comunicação social de prestar “um péssimo serviço à democracia” por o questionar, desde segunda-feira, sobre o alegado caso de assédio sexual impedindo que assuntos importantes fossem discutidos.

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“Portanto, a culpa de tudo isto é da comunicação social”, questionaram os jornalistas para, logo depois, o também eurodeputado dizer: “Eu não posso ter outra conclusão”.

Uma ex-assessora parlamentar da IL partilhou no domingo na sua rede social Instagram, em contexto restrito e não público, uma publicação através da qual denuncia ter sido assediada sexualmente por Cotrim Figueiredo.

Nessa sequência, na segunda-feira perante essa informação e acesso à publicação, os jornalistas confrontaram o antigo líder da IL que negou imediatamente essa denúncia, tal como o fez nos dias seguintes.

Entretanto, já hoje, a ex-assessora Inês Bichão, em comunicado enviado à agência Lusa, adiantou que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que “a veracidade dos factos” envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.

“Nos últimos quatro dias tem-se assistido a um autêntico assassinato de caráter brutal, dos quais a comunicação social tem sido um instrumento e, se quer, até cúmplice. A partir de um ‘post’ [publicação] privado, rapidamente retirado, foi-me colocada uma pergunta em público sem me consultarem previamente”, referiu Cotrim Figueiredo.

E acrescentou: “Não sei que raio de jornalismo é este, mas não é um bom serviço à democracia”.

Visivelmente irritado, o candidato, apoiado pela IL, ressalvou que as constantes perguntas sobre o tema impediram-no de falar de assuntos importantes e colocaram em causa toda a sua campanha política e reputação.

“Vocês têm ideia do que é que fizeram à minha vida?”, questionou Cotrim Figueiredo.

Prosseguindo num tom enfurecido, o candidato presidencial contou que soube hoje que há rumores sobre esta situação há dois anos em alguns meios de comunicação social que nunca os transformaram em notícias, porque não tinham confirmação.

“Nunca falaram neles porquê? Porque não tinham confirmação, lamento. Se não conseguiram, não falam, desculpem, se não conseguiram, não falam”, repetiu.

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