O nome chama a atenção. O sabor fica na memória. O queijo corno é uma das iguarias mais curiosas (e autênticas) desta aldeia de xisto que parece saída de um postal: Sobral de S. Miguel, no concelho da Covilhã, mesmo ali no limite do distrito de Castelo Branco.
Feito com leite de cabra e deixado a curar durante longos meses, este queijo ganha uma textura dura, um aroma intenso e um sabor que não passa despercebido. É precisamente essa cura prolongada que lhe deu o nome popular — usado há décadas, sem filtros nem rodeios.
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Apesar de ainda ser pouco conhecido fora da região, o queijo corno é presença obrigatória em feiras, festas e encontros da aldeia, onde a gastronomia local se celebra sem pressas e sem modernices. Aqui, tudo é feito à moda antiga — e isso nota-se logo à primeira dentada.
A forma certa de o provar? Com broa acabada de sair dos fornos comunitários, azeitonas da terra e um vinho tinto da região. É o clássico “mata-bicho”, expressão beirã para um lanche reforçado que tanto serve para enganar a fome como para prolongar a conversa, reforça o Albinotícias.
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