Universidade

“A juventude enfrenta atualmente um longo túnel sem luz ao fundo”

António Alves | 15 minutos atrás em 14-01-2026

Associação Académica de Coimbra (AAC) escreve carta aberta dirigida ao Secretário-Geral da ONU.

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Expor objetivamente e concisamente a visão da Associação Académica de Coimbra (AAC), perante os atuais conflitos políticos, militares e sociais que assolam o globo, nomeadamente na Venezuela e no Irão, é o objetivo da Carta Aberta promovida pela AAC e que tem como destinatário o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Em conferência de imprensa, o presidente José Carlos Machado reconhece que chegou a hora de “tomar uma posição clara e objetiva sobre o que acreditamos ser imperativo ao desígnio de construirmos um mundo melhor”.

Segundo o dirigente, “Da Venezuela à Palestina, do Irão a Taiwan, teimamos em erguer muros ao invés de construir pontes. Teimamos em separar, ao invés de unir. Insistimos em, silenciosamente, assistir à violação das liberdades pelas quais lutámos durante tanto tempo”.

“A Associação Académica de Coimbra considera que já não basta apenas assistir – há que agir”, considerou o presidente que depois leu o teor da carta.

Nessa missiva, é dito que “vivemos tempos de grande incerteza”, pois “observamos um Mundo em
profunda convulsão, consequência inevitável de fenómenos como a propagação descontrolada de conflitos armados, a banalização do discurso de ódio através de correntes políticas radicalizadas, as constantes violações do Direito Internacional bem como a proliferação e o agravamento generalizado das desigualdades sociais”.

Depois, é dito que “os mais recentes desenvolvimentos na Venezuela, por exemplo, expõem uma clara delimitação de posições no cenário global, com o cerrar de fileiras entre pontos opostos”.

“A situação venezuelana não só expõe claramente a incapacidade de promovermos a construção e afirmação de regimes democráticos em vários pontos no globo, como a inoperabilidade das instituições em fazer valer o Direito Internacional” referem na carta.

Como tal, consideram que o momento atual não é nada favorável aos jovens, reconhecendo mesmo que “vivemos num clima de constante incerteza, dominado por uma sensação de insegurança, impotência e de alarme”.

“Num Mundo que se espera conectado entre si, como poderá um jovem ambicionar ser bem sucedido, no seu país de origem ou não, perante um cenário que teima em fomentar divisões, separatismos e ódio?
A juventude enfrenta atualmente um longo túnel sem luz ao fundo”, frisam.

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