Universidade

Eis os 10 mandamentos para o “porta-aviões da Universidade de Coimbra”

Notícias de Coimbra | 3 horas atrás em 14-01-2026


A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) arrancou oficialmente com um novo ciclo esta quarta-feira, 14 de janeiro.

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Edmundo Monteiro tomou posse para o seu segundo mandato como diretor da Faculdade e trouxe consigo uma lista clara de prioridades — ou, como o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, lhe chamou, os “10 mandamentos para o porta-aviões da Universidade de Coimbra”.

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O lema do novo mandato resume-se em três palavras: Ensino, Investigação e Inovação de Excelência.
Para Edmundo Monteiro, liderar a FCTUC “exige ideias claras e determinação canina”, uma expressão que marcou a intervenção e deu o tom ao que se segue.

Uma das grandes apostas passa pelo ensino. Já a partir de setembro, a FCTUC vai lançar três novas licenciaturas, ao mesmo tempo que atualiza cursos existentes e reforça a oferta em inglês e em parceria com universidades internacionais.

A tecnologia vai ter um papel central dentro e fora da sala de aula. A Faculdade quer tirar partido das ferramentas de inteligência artificial para transformar os métodos de ensino e promover uma aprendizagem mais prática, ativa e baseada em projetos.

No campo da investigação, o objetivo é claro: consolidar a FCTUC como uma escola de excelência, capaz de liderar projetos nacionais e europeus de grande impacto. Estão previstos novos investimentos em infraestruturas científicas transversais, como o Quantum@UC ou o UC Space Hub, e um apoio reforçado a jovens investigadores e centros com dificuldades financeiras.

A internacionalização é outro dos eixos fortes. A Faculdade quer aumentar a sua presença global, apostar em programas de dupla titulação, reforçar relações com países lusófonos e até criar campanhas específicas para atrair os “filhos” da diáspora portuguesa.

Colocar os estudantes no centro da estratégia não é apenas um slogan. O plano inclui melhores salas de estudo, horários alargados, mais apoio social, reforço da mobilidade internacional e uma aposta clara na ligação ao mercado de trabalho, com estágios, protocolos com empresas e uma nova plataforma de estágios em desenvolvimento.

“Queremos facilitar a transição dos estudantes para o mercado de trabalho e reforçar o sentimento de pertença à FCTUC”, sublinhou o diretor.

O novo mandato prevê ainda a requalificação de espaços no Polo II, com o objetivo antigo — mas agora mais concreto — de integrar esta zona na cidade de Coimbra. Está também em curso a requalificação do Colégio das Artes e dos jardins da Físico-Química, no Polo I, bem como a criação de novos laboratórios e de um data center de última geração.

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