Francisco Marques, que a Diocese de Aveiro revelou não ter sido ordenado padre da Igreja Católica, afirma que o Bispo de Aveiro, António Ramos, teria tomado esta decisão por “vingança pessoal”.
Em declarações ao Correio da Manhã, Francisco Marques disse que denunciou ao Papa Francisco um sacerdote e dois outros religiosos por tentativa de abuso sexual contra um colega. Segundo ele, o caso terá sido abafado pelo Bispo de Aveiro. Acrescentou ainda que, após prestar declarações à Polícia Judiciária de Aveiro sobre o incidente, foi ameaçado de que não conseguiria ingressar em nenhum seminário do mundo.
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Atualmente, exerce atividade religiosa na sua casa, em Oiã, e entregou esta terça-feira, 13 de janeiro, à GNR de Oliveira do Bairro documentos que alega comprovarem a legalidade da prelatura onde está inserido, garantindo que pode exercer atividade religiosa a nível internacional.
Face à grande procura de fiéis, anunciou que pretende procurar um espaço maior para continuar a exercer a sua atividade religiosa.
Recorde-se que, em comunicado, a Diocese de Aveiro alertou que os fiéis católicos não devem receber dele qualquer sacramento. A mesma posição foi reiterada pela Diocese de Roma relativamente ao bispo que acompanha Francisco Marques nos retiros realizados em Fátima, sobre os quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024. Segundo a Diocese de Roma, o bispo Salvatore Micalef, auto-proclamado patriarca e bispo da Prelatura de São Pedro e São Paulo, “não está em comunhão com a Igreja Católica”.
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