O presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, no interior do distrito de Coimbra, reiterou hoje que as acessibilidades são uma prioridade estratégica para o concelho e que a solução idealizada pelo Governo não satisfaz na totalidade.
O Governo aprovou em dezembro de 2025 a duplicação e requalificação do IP3, com um investimento de 502 milhões de euros, para reforçar a ligação ao interior de Coimbra, incluindo a duplicação entre Souselas e Penacova, uma variante de Penacova e estudos para ligação a Góis e Arganil, beneficiando também Vila Nova de Poiares.
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“Fui claro e continuo a sê-lo: os projetos apresentados não correspondem totalmente ao ideal nem àquilo que desejamos para o concelho. No entanto, representam o que é possível neste momento e são, ainda assim, mais do que aquilo que existe atualmente”, disse hoje o presidente da autarquia, Nuno Neves.
O autarca, que discursava, hoje, pela primeira vez na cerimónia do Feriado Municipal, que assinalou 128 anos da restauração do concelho, frisou que o seu compromisso “é o de continuar a acompanhar, a reivindicar e a trabalhar para que estas soluções possam ser concretizadas e melhoradas”.
“Melhores acessibilidades são determinantes para o desenvolvimento económico e social do concelho”, salientou Nuno Neves, considerando que “este processo se arrasta desde a década de 90 e atravessou diferentes executivos municipais”.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares considerou que o projeto aprovado pelo Governo “não é o ideal, mas melhora bastante a acessibilidade ao concelho”.
“Vamos esperar que venha o estudo e então nessa altura vamo-nos pronunciar”, disse Nuno Neves, salientando que nunca a “questão chegou ao ponto que está, em que já se vê a luz ao fundo do túnel”.
O autarca adiantou ainda que a requalificação da piscina municipal, que não funciona há cerca de 15 anos, é uma das suas prioridades neste primeiro ano de mandato, “porque é um investimento para melhorar a qualidade de vida dos poiarenses”.
“Estão já em curso duas candidaturas a eixos distintos: uma para a recuperação estrutural do edifício e outra na área da eficiência energética”, revelou.
Nuno Neves salientou que a piscina municipal apresenta um elevado grau de degradação, mas com um grande potencial de recuperação, que queremos devolver à população de forma sustentável, segura e responsável.
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