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Teatrão de Coimbra vai promover um novo festival de artes de rua

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 13-01-2026

O Teatrão vai começar a preparar em maio um novo festival de artes de rua, intitulado “Arrabalde”, que deverá ter lugar em julho do próximo ano, revelou hoje a diretora artística daquela companhia de Coimbra, Isabel Craveiro.

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Em declarações à agência Lusa, Isabel Craveiro explicou que a preparação deste novo festival arranca em maio, altura em que tem início um processo de mapeamento do Vale das Flores, na cidade de Coimbra.

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“Pareceu-nos interessante convocar a comunidade para, em jeito de caminhada, a partir de maio, nós irmos descobrir os lugares à volta do Teatrão, que possam receber programação para este festival. O Teatrão gosta de problematizar as questões com as pessoas e pareceu-nos muito interessante esta aventura de descobrir o território com as pessoas”, destacou.

De acordo com a diretora artística do Teatrão, o Vale das Flores é uma zona de expansão da própria cidade, mas que “antigamente ficava fora”, tendo por isso sido dado o nome de “Arrabalde” ao novo festival.

“De alguma forma, queremos dar significado e ajudar a dar visibilidade a esta zona da cidade. Estamos a falar numa área que se estende entre o Vale das Flores, a Beira Rio, o Polo 2 [da Universidade de Coimbra] e o Pinhal de Marrocos, portanto, toda esta zona da Estrada da Beira, do Bairro Norton de Matos e a zona da Arregaça”, referiu.

As caminhadas vão ser lideradas por André Barata, bem como por pessoas que “conhecem o espaço e que podem dar alguma informação”.

“O projeto ‘Arrabalde’ quer ser uma programação internacional de rua, porque a rua significa diversidade, democracia. E a rua significa encontro”, sustentou.

É precisamente na rua que espera encontrar “coisas inesperadas” e sítios construídos com as pessoas.

“É uma ideia que nós queremos que amadureça no contacto com os outros: não é especificamente um festival ou uma programação apenas de artes performativas. Há uma variedade na programação que nos vai permitir também que tenha oferta para várias idades e para vários públicos”, indicou.

Segundo Isabel Craveiro, a expectativa do Teatrão é que as pessoas queiram passear e ao mesmo tempo investigar os sítios.

“Aprender mais sobre eles, ressignificar os sítios onde vivemos e onde trabalhamos, parece-nos fundamental”, concluiu.

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