O Prémio Literário Alves Redol 2025, promovido pelo Município de Vila Franca de Xira, na modalidade de conto, acaba de distinguir, na sua 10.ª edição, o escritor de Coimbra, João Rasteiro, pela obra inédita As Moscas do Café Triste.
O júri, na apreciação e parecer da obra, descreve-a como “um conjunto de três contos, relativamente longos, destacando-se, em particular, o texto que dá título ao original apresentado a concurso.
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São narrativas escritas por um autor culto, bom leitor da escrita de outros autores, conhecedor das formas e dispositivos da pintura e, de modo geral, das grandes linhas de representação das práticas artísticas. No quadro de uma assinalável sofisticação cultural, “As Moscas do Café Triste” apresenta um domínio muito bom da linguagem literária, assim como dos recursos expressivos da língua portuguesa e das respetivas potencialidades figurativas”.
João Rasteiro, já distinguido com alguns dos mais prestigiados prémios de poesia – entre os quais o Prémio Literário Manuel António Pina, o Prémio César Vallejo, o Prémio Literário Natália Correia e, mais recentemente, o Prémio Ulysses – vê agora reconhecido também o seu trabalho no domínio da prosa, ao receber um dos mais relevantes galardões do panorama literário português.
O escritor, funcionário do Município de Coimbra e há longos anos a trabalhar na Casa da Escrita, que desde muito cedo – logo após entrar na escola primária – se deixou enredar pelos livros através da Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian, que mensalmente chegava à aldeia do Ameal, às portas de Coimbra, consolida-se definitivamente, com mais esta distinção, como uma das vozes mais marcantes de Coimbra na literatura portuguesa do século XXI.
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