Coimbra

Coimbra: Gouveia e Melo arrasa “sistema antigo” e acusa Governo de ir a eleições sem reformas

Notícias de Coimbra | 33 minutos atrás em 12-01-2026

O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou hoje que o Governo, através da AD, foi a eleições e nada disse sobre reformas estruturais e considerou que o “sistema antigo” político revela incapacidade para resolver os problemas.

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Estas posições foram assumidas pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada, durante uma conversa para um podcast de um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra, gravada no histórico café de Santa Cruz.

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Uma conversa que teve como tema central as condições de vida dos estudantes e a perda de talentos jovens portugueses para o exterior, algo que o almirante considerou urgente resolver para travar essa emigração, sobretudo num quadro global de elevada competição pela atração de quadros superiores.

Uma vez mais, Gouveia e Melo criticou o “sistema antigo” político que se revela sem capacidade para fazer a renovação que o país precisa e que, em contrapartida, se refugia na retórica”.

Mas foi mais longe. Considerou que o Governo “foi a eleições e nada disse sobre reformas estruturais. Sobre o seu projeto eleitoral disse zero”, considerou. E agora, na sua perspetiva, verifica-se “a coincidência” de algumas das propostas que apresenta nestas eleições serem depois repetidas por adversários na corrida a Belém.

“Primeiro, quando confrontados com certos assuntos, começam por responder nim, nem sim, nem não. Depois, repetem aquilo que eu disse”, sustentou.

Já no final da ação de campanha em Coimbra, Gouveia e Melo foi questionado se não teme estar a abrir uma guerra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, quando diz que o Governo foi a eleições sem apresentar reformas estruturais.

“Não estou a abrir guerra nenhuma, mas quero ser exigente – exigente porque é para isso que o povo que elege um Presidente da República. Não é para usar a Presidência para combate político no sentido partidário, nem para usar a Presidência para dar um seguro a qualquer tipo de política governativa”, disse.

A seguir, fez uma alusão à Constituição da República para defender a sua tese.

“A Presidência deve servir para nos momentos certos ajudar e noutros momentos exigir – é isso uma Presidência independente e é isso que o nosso sistema Constitucional teve como base. Caso contrário, o Presidente seria eleito pela Assembleia da República e não por sufrágio direto e universal”, completou.

Perante os jovens, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada também procurou garantir que sempre teve pensamento político. Porém, alegou, não o manifestou devido à sua condição de militar no ativo.

“O meu pensamento é comum desde uma faixa do PS até ao CDS”, declarou.

Gouveia e Melo foi recebido na baixa de Coimbra pela sua mandatária distrital, a advogada e ex-deputada do PSD Mónica Quintela, e por um grupo de jovens estudantes, trajados com capa e batina.

“A minha preocupação com os nossos jovens é muito elevada, não só porque representam o futuro do país, mas, também a forma como Portugal vai viver num mundo competitivo, que cada vez é mais globalizado. Vamos enfrentar muitos problemas e precisamos deles para os enfrentar”, declarou.

A seguir, o almirante fez novamente a promessa de exercer “uma magistratura de influência exigente sobre a governação” se for eleito Presidente da República.

“Temos de ter uma economia mais tecnológica e com maior conhecimento, caso contrário vai produzir menos resultados. Vai haver uma competição gigantesca em torno de jovens bem preparados. Se não prepararmos os nossos jovens e se a nossa economia de alguma forma não conseguir pagar a esses jovens o suficiente, naturalmente com a mobilidade que existe vão procurarão outros destinos. E nós, em Portugal, vamos ficar cada vez mais pobres”, advertiu.

O candidato presidencial esteve pouco mais de uma hora em Coimbra, fazendo um percurso a pé entre a Praça 8 de Maio e o Largo da Portagem, de onde partiu para Alcobaça, último ponto da sua jornada de hoje de campanha e que será um jantar comício.

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