As urgências dos hospitais do país tinham hoje, pelas 11:15, 423 doentes à espera de primeira observação, com tempos médios de três horas e 16 minutos para os urgentes e de 32 minutos para os muito urgentes.
Segundo o Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a região de Lisboa e Vale do Tejo concentrava o maior número de doentes em espera, com um total de 224.
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Os doentes classificados como urgentes (pulseira amarela) aguardavam, em média, cinco horas e 54 minutos, enquanto os muito urgentes (pulseira laranja) esperavam cerca de 58 minutos.
No Norte estavam 93 doentes à espera de primeira observação, esperando 47 minutos os que tinham pulseira amarela, na região Centro encontravam-se 65 doentes, no Alentejo, 34 doentes aguardavam atendimento, enquanto no Algarve estavam 26 doentes em espera, segundo os dados consultados pela agência Lusa.
Entre os hospitais com maiores tempos de espera, o Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca – Amadora-Sintra continua a ser aquele que registava mais doentes em espera: 55 doentes com uma espera média de 10 horas e 36 minutos.
Os doentes urgentes esperavam uma média de 11 horas e 34 minutos, enquanto os muito urgentes esperavam uma hora e 54 minutos.
No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, seis doentes aguardavam, em média, 38 minutos, com os urgentes a esperar 40 minutos.
Já no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, 10 utentes esperam em média seis horas e 15 minutos para primeira observação, sendo que os doentes muito urgentes esperavam apenas seis minutos para observação. No entanto, os urgentes que se encontram já em observação esperavam mais de 19 horas.
Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) são de 60 minutos e os pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.
As escalas disponibilizadas no portal do SNS indicam ainda que cerca de 128 serviços de urgência estarão abertos em todo o país durante o fim de semana, a que se juntam 35 de Ginecologia e Obstetrícia que estão a funcionar no âmbito do projeto-piloto, que implica um contacto prévio das utentes com a linha SNS 24.
Os constrangimentos dos serviços de urgência devem-se, sobretudo, à falta de médicos especialistas para assegurarem as escalas, sendo que as dificuldades têm sido mais evidentes em Lisboa e Vale do Tejo.
Para hoje prevê-se o encerramento da urgência de Ginecologia do Hospital Vila Franca de Xira, bem como os serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Bernardo, em Setúbal, e no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.
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