Política

Presidenciais: António Filipe recusa ser acusado de impedir a convergência à esquerda 

Notícias de Coimbra com Lusa | 38 minutos atrás em 10-01-2026

O candidato presidencial António Filipe considerou hoje que não pode ser acusado de impedir a convergência à esquerda e que essa responsabilidade pode ser atribuída a outras candidaturas que apareceram posteriormente.

PUBLICIDADE

publicidade

“Não posso ser acusado de ter qualquer iniciativa no sentido da divisão, no sentido de impedir a unidade, impedir a convergência e, portanto, se essa responsabilidade pode ser assacada, será a candidatura que apareceram posteriormente”, afirmou Antonio Filipe, em Ermesinde, onde visitou o Clube Propaganda da Habitação.

PUBLICIDADE

Na sua opinião, “essas candidaturas devem ter o ónus de explicar porque é que não se identificam” com a sua, que já tinha sido apresentada.

O comentário de António Filipe surgiu depois de ter dito que a sua é a “candidatura de esquerda que vale a pena apoiar e com a qual vale a pena convergir” e de ter sido desafiado a apontar as diferenças entre a sua e a candidatura de Catarina Martins.

“Encontra desde logo o momento em que esta candidatura avança. Esta candidatura avança no momento em que não havia candidaturas de esquerda”, afirmou, lembrando que, na altura, tinham sido anunciados Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo e António José Seguro.

O ex-deputado comunista não questiona “a legitimidade de outras candidaturas à esquerda que surgiram entretanto”.

“Obviamente que reconheço a Catarina Martins, que é uma candidatura de esquerda com algumas diferenças em relação à minha candidatura, como é evidente. Ficaram, aliás, claras no debate em que tivemos a oportunidade de participar ambos”, referiu.

Referiu no entanto, que as candidaturas de esquerda que surgiram depois da sua “não contribuíram para a convergência” e frisou que “nem sequer é uma crítica, é um dado objetivo”.

“Quem apareceu posteriormente à minha candidatura e acha que eu não reúno condições para poder ser a candidatura agregadora dos valores da esquerda, tem o ónus de explicar às pessoas, aos eleitores, porque não”, apontou.

O candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV fez um balanço positivo da primeira semana de campanha oficial e revelou estar “motivadíssimo” para os dias que antecedem as eleições presidenciais de 18 de janeiro.

O fim de semana fica marcado por comícios hoje, em Vila Nova e Gaia, e domingo, em Lisboa, com a presença do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, e a próxima semana será mais dedicada a contactos de rua.

“A campanha tem corrido muito bem (…) Creio que vamos obter um bom resultado” realçou.

Com esta visita em Ermesinde, distrito do Porto, quis chamar a atenção para o trabalho que as coletividades fazem em prol do desporto a nível nacional.

“Porque este movimento junta muitas milhares de pessoas, desde logo os atletas, centenas de milhares de jovens, de crianças e jovens e menos jovens, que a única possibilidade que têm de praticar desporto é através destas coletividades e milhares de dirigentes associativos que não ganham nada com isso”, referiu.

Por isso, defendeu que “é um dever” do Estado português apoiar fortemente as coletividades de cultura, desporto e recreio.

Os candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE