O filho de Rui Moreira Claro faleceu esta sexta-feira, 9 de janeiro.
Tinha 5 anos e sofria uma doença oncológica. O diagnóstico teve lugar em janeiro de 2024. Na mensagem que o pai publicou na sua página da rede social Facebook, Rui Moreira Claro dizia que “este pequeno super-herói, que nos brinda com a sua alegria, força e muito amor, é a nossa razão de ser e a nossa motivação para todos os dias enfrentarmos a dura realidade do cancro infantil. A vida muda por completo, mudam as rotinas, mudam as prioridades. Só não muda o amor que nos move”.
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“A nossa vida mudou em janeiro deste ano. Damos graças por ter um SNS, pelos profissionais de excelência e pelas estruturas associativas que todos os dias trabalham para ultrapassarmos o choque da doença, as dificuldades do tratamento e a esperança numa cura”, continuou o antigo deputado municipal de Coimbra.
O pai escreveu ainda que “logo nos primeiros dias nos disseram: um dia de cada vez. Por isso, tentamos celebrar os bons dias, aqueles dias que nos dão energia e alento para enfrentar os dias menos bons, os dias que ainda faltam e que sabemos de antemão serem ainda difíceis de ultrapassar. Sem complexos ou tabus, sem receio de falhar. Não podemos. Demasiado simples!? Não é. O segredo: confiar e acreditar, estarmos unidos e fazermos do carinho e atenção da comunidade que nos rodeia, de cada familiar, cada amigo, cada colega de trabalho, cada conhecido ou desconhecido, de outros pais com super-heróis, uma força, um incentivo para continuar o longo caminho que ainda temos pela frente”.
Na sequência da doença do filho, Rui Moreira Claro encabeçou uma “luta” com outros pais a viver a mesma situação para “um justo e equitativo apoio social às famílias de doentes oncológicos em idade pediátrica”.
A alteração acabou por ser aprovada em Assembleia da República na discussão do Orçamento de Estado para 2026. Essa proposta implica que os pais de crianças com cancro iam ver o subsídio por assistência aumentar de 65% para 100% do salário, até ao limite de 1.600 euros, aplicável apenas a um dos progenitores.
Apesar da conquista, Rui Moreira Claro reconheceu que havia ainda um longo caminho a percorrer e, nesse sentido, entregaram uma carta aberta dirigida à Presidência da República, Assembleia da República e Governo, onde propunham “medidas concretas para garantir condições justas a quem cuida e melhores respostas para as famílias durante o tratamento”.
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