Saúde
Riso fora de controlo: Cientistas revelam motivo pelo qual é tão difícil conter-se
Imagem: depositphotos.com
Quase toda a gente já sentiu aquela vontade incómoda de rir no momento errado, seja num funeral, numa reunião de trabalho ou numa conversa tensa. Agora, um estudo da Universidade de Göttingen, na Alemanha, publicado na revista Communications Psychology, explica por que é tão difícil conter o riso, especialmente em contextos sociais.
A investigação envolveu 121 participantes que foram expostos a piadas enquanto respondiam naturalmente ou tentavam regular as suas reações através de diferentes estratégias: supressão expressiva, reavaliação cognitiva e distração.
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Os resultados revelaram que a abordagem instintiva mais comum — tentar não mostrar a expressão do riso — é ineficaz para reduzir a diversão interna. Embora os participantes conseguissem manter a face neutra, a sensação de humor permanecia forte, criando um efeito descrito pelos investigadores como “panela de pressão”.
A distração, ao desviar a atenção para uma tarefa não relacionada, mostrou-se mais eficaz para reduzir tanto as expressões faciais como a perceção do humor. Já a reavaliação cognitiva, que consiste em analisar a piada de forma objetiva, tornou as piadas genuinamente menos engraçadas, embora algumas reações faciais ainda escapassem.
Uma descoberta especialmente relevante foi a natureza social do riso. Quando os participantes ouviram gravações de outras pessoas a rir, a capacidade de suprimir as expressões faciais diminuiu significativamente. Os músculos relacionados com o sorriso eram ativados com mais força e frequência, mostrando que o riso é contagioso e parcialmente automático. Ouvir outras pessoas a rir também fez as piadas parecerem mais engraçadas, independentemente dos esforços de contenção.
Os investigadores concluem que o riso é profundamente social e resistente à supressão consciente. Embora estratégias como distração e reavaliação cognitiva possam ajudar, nenhuma garante sucesso, especialmente quando há outras pessoas a rir nas proximidades.
O estudo ajuda a compreender por que é tão difícil conter gargalhadas em ambientes solenes e reforça que o riso é tanto uma resposta emocional automática quanto uma experiência socialmente partilhada.
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