Uma bebé de apenas 7 meses ficou com vários hematomas no rosto — nas bochechas, nariz, testa, queixo e sobrancelha — após um alegado episódio de agressão ocorrido numa creche da Santa Casa da Misericórdia de Valongo.
O caso está a ser investigado pelo Ministério Público e uma funcionária da instituição foi já suspensa, escreve o Correio da Manhã.
PUBLICIDADE
Os factos ocorreram na tarde de 27 de outubro de 2025. Segundo a mãe da criança, Liliana, a bebé terá sido deixada sozinha numa sala, depois de duas educadoras e uma auxiliar se terem ausentado do local. Ninguém soube explicar o que aconteceu durante esse período. Perante a falta de respostas, a mãe apresentou queixa às autoridades, falando em negligência grave por parte da instituição.
“É uma negligência muito grave. Ela estava toda marcadinha. Quando cheguei e vi a minha filha naquele estado entrei em choque e em pânico”, relatou Liliana, que chamou a PSP à creche no próprio dia.
A mãe acusa ainda a instituição de não ter acionado os meios de socorro. “Se não sabiam o que tinha acontecido, deviam ter chamado o INEM. A minha filha podia ter batido com a cabeça. Em vez disso, quando cheguei, tinham-lhe colocado pomada na cara para tapar os hematomas e gelo. Isso não são primeiros socorros para uma bebé de sete meses”, denunciou.
De acordo com a versão transmitida pela creche, a bebé não se encontrava no berçário, mas numa sala destinada a crianças de um ano. A instituição terá indicado que os ferimentos poderiam ter sido causados por outras crianças. No entanto, a mãe questiona essa explicação. “Ninguém viu nada, ninguém ouviu os gritos da minha filha. Aquilo não foi coisa de cinco minutos. Foi muito tempo para ela ficar naquele estado”, afirmou, defendendo que houve várias falhas e não apenas a ausência da educadora.
Contactada por aquele jornal, a Santa Casa da Misericórdia de Valongo confirmou a suspensão de uma funcionária e a abertura de um processo disciplinar. Em resposta escrita, a instituição refere que estão a decorrer diligências para apuramento dos factos e recolha de provas, sublinhando que, apesar da suspensão, ainda não é possível concluir pela existência de responsabilidade da trabalhadora visada.
Também a Segurança Social confirmou ter conhecimento do caso, esclarecendo que o mesmo se encontra sob investigação do Ministério Público de Valongo.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE