A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, fez esta manhã, 9 de dezembro, um balanço da visita aos dois edifícios afetados pelo colapso registado na Rua da Fornalhinha, sublinhando a urgência de agir perante o estado de degradação de vários imóveis da Baixa.
“Entrámos nos apartamentos que ficaram danificados e deu para perceber que o edifício que teve o colapso ainda tem uma estrutura instável”, explicou, alertando que há zonas que “com grande probabilidade vão cair”, devido ao mau tempo e ao avançado estado de abandono.
A autarca garantiu que as famílias continuarão alojadas enquanto não houver segurança para voltar a casa. “Vamos permitir às famílias que possam ir a casa buscar os seus pertences… e ficarão alojadas pelo tempo que for necessário”, afirmou, assegurando acompanhamento permanente por equipas municipais.
Segundo Ana Abrunhosa, todo o processo está a ser analisado por equipas de fiscalização, Proteção Civil e bombeiros, que estão a definir prioridades e a avaliar o risco em edifícios vizinhos. “Toda aquela zona tem de ser fiscalizada e o risco tem de ser analisado”, destacou.
A presidente deixou também um aviso sério aos proprietários de prédios devolutos: a Câmara vai, a partir de agora, usar os instrumentos legais para atuar sempre que esteja em causa a segurança pública.
“Nunca o executivo anterior deu ordem de obra coerciva. Nós vamos começar a fazer. Se o proprietário não fizer as obras, é desobediência, é crime, e a Câmara substitui-se”, garantiu.
Ana Abrunhosa lamentou ainda a existência de proprietários que deixam edifícios abandonados à espera de valorização: “Isso é crime. É crime de abandono. Atuaremos.”
A autarca destacou que o dono do edifício que ruiu já tinha sido notificado e até tinha uma reunião agendada com o município: “Todos os custos — bombeiros, proteção civil, alojamento, obras — serão imputados ao dono do edifício que deixou o edifício ao abandono.”
A presidente sublinhou que o problema é estrutural e antigo, exigindo ação imediata: “Temos uma Baixa repleta de edifícios abandonados, mais velhos a cada inverno e cada vez mais frágeis. A dimensão do problema é grande, mas não nos deve impedir de começar a resolvê-lo.”
A Câmara aguarda agora o relatório técnico, que será tornado público, para avaliar o regresso das famílias a casa e decidir quais os edifícios que necessitam de intervenção urgente.
(EM ATUALIZAÇÃO)