Economia

PSD acusa Chega de ser “portageiro do PS”

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 26-11-2025

 O PSD acusou hoje o Chega de ser “o portageiro do PS” nas propostas apresentadas relativamente à isenção de algumas portagens, enquanto os socialistas asseguraram que a sua iniciativa é “credível” e “responsável” do ponto de vista orçamental.

No quarto dia de debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), o deputado socialista Hugo Oliveira defendeu que a proposta do partido que visa o fim dos restantes pórticos na A25 é “credível” e “responsável do ponto de vista orçamental”, garantindo o “respeito orçamental”.

Na réplica, o social-democrata Alexandre Poço acusou o PS de tentar fazer “um consórcio” com o Chega para criar um “governo de Assembleia no tema das portagens”, lembrando ainda o que sucedeu no ano passado, quando os dois partidos fizeram aprovar a isenção das antigas SCUT, ainda que fora do âmbito do Orçamento do Estado.

PUBLICIDADE

“Quem decide a política de mobilidade e quem deve ser julgado por ela é o Governo, não é o parlamento”, defendeu o deputado, criticando ainda uma outra proposta do PS que prevê a isenção de portagens no Alentejo para residentes e empresas da região.

Alexandre Poço acusou os socialistas de transformarem o parlamento numa “verdadeira direção-geral da mobilidade” e disse ainda que o Chega está a transformar-se “no portageiro do PS”, ao viabilizar as propostas dos socialistas e não ver “nenhuma das suas propostas aprovadas”.

“O PS mete a proposta, o Chega levanta a cancela”, vincou, apontando que se trata de “populismo rodoviário de fachada”.

E, num aviso “muito frontal”, alertou: “Portagens grátis não existem. Ou se pagam na estrada quando usamos ou pagam-se nos impostos de todos, os que usam e não usam as autoestradas”, atirou Alexandre Poço, indicando que o PSD defende “o princípio do utilizador-pagador”, mas também “uma política estruturada a nível nacional, que considere isenções em alguns sítios”, reduções noutros” e “que seja feita com análise, estudo e seriedade”.

Pela voz do Chega, Luís Paulo Fernandes rejeitou as acusações de o partido ser “o portageiro do PS”, mas disse que estão “ao lado dos portugueses na isenção das portagens sem vergonha e com muito orgulho e honra”.

Esta tarde vão ser votadas várias propostas de alteração ao OE2026 propostas pelo Chega e PS relacionadas com as portagens, véspera da votação final global.

No primeiro dia de debate na especialidade, André Ventura prometeu que “as portagens vão mesmo acabar onde tiverem que acabar em Portugal”, deixando porta aberta à viabilização das medidas do PS para isentar de portagens na autoestrada A6 e nos troços da A2 que servem o Alentejo para residentes e empresas com sede na região.

A bancada socialista quer ainda suspender temporariamente as portagens para pesados na A41, A19 e A8 enquanto são realizados estudos sobre congestionamento e modelos futuros de financiamento da rede rodoviária.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE