Portugal

Incendiário apanhado em ação com isqueiro na mão. 5 fogos em minutos

Notícias de Coimbra | 18 minutos atrás em 31-08-2025

Um homem de 52 anos foi detido no sábado em flagrante pela Guarda Nacional Republicana (GNR) a atear um incêndio com um isqueiro em Valença, permanecendo à guarda desta força policial até primeiro interrogatório judicial na segunda-feira.

Segundo adiantou hoje a GNR em comunicado, o homem detido pelo crime de incêndio florestal foi surpreendido em flagrante delito pelos guardas depois de alertas para cinco focos de incêndio num curto espaço de tempo no concelho de Valença que motivaram a mobilização de patrulhas.

“Na sequência do alerta de cinco focos de incêndio no concelho de Valença, que surgiram rapidamente entre as 13:07 e as 14:11, os militares da Guarda mobilizaram-se de imediato para o local e desencadearam ações de vigilância. No seguimento das diligências policiais, o suspeito foi detetado em flagrante pelos militares da Guarda a atear fogo através de chama direta, com recurso a um isqueiro. No seguimento da ação o homem foi detido e o isqueiro foi apreendido”, explicou a GNR.

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O detido será ouvido na segunda-feira em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação no Tribunal Judicial de Valença.

A detenção foi feita pelo Núcleo de Investigação Criminal do Comando Territorial de Viana do Castelo, mas a operação contou com reforços de patrulhas de Valença e Vila Nova de Cerveira.

Dados da GNR avançados à Lusa na semana passada indicavam que até 25 de agosto esta força policial já tinha detido 44 incendiários em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal, tendo identificado 606 suspeitos pelo mesmo crime, alguns deles já detidos pela Polícia Judiciária.

A GNR tem em funcionamento permanente uma linha telefónica para denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas, a Linha SOS Ambiente e Território, disponível no número 808 200 520.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Os fogos provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Segundo dados oficiais provisórios, até hoje arderam mais de 254 mil hectares no país, mais de 57 mil dos quais só no incêndio que teve início em Arganil.

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