A água com gás continua a ser uma bebida que divide opiniões: há quem adore a efervescência e quem torça o nariz. Mas recentemente circulou um mito curioso — e preocupante para alguns — de que a água com gás seria radioativa. A ciência explica: não há risco para quem consome a bebida do supermercado.
Segundo especialistas, a confusão surgiu porque algumas águas minerais naturais provêm de nascentes em zonas geológicas ricas em minerais, incluindo urânio. “É verdade que certas águas minerais podem conter vestígios de radão, um gás radioativo, mas os níveis são baixíssimos e rigorosamente controlados pelas autoridades de saúde”, esclarecem investigadores.
O passado curioso das chamadas “águas radioativas” remonta ao início do século XX, quando estâncias termais promoviam o consumo de água com radão como terapêutica, acreditando que trazia vitalidade. Hoje, sabe-se que a exposição em excesso ao radão aumenta o risco de doenças, mas os padrões legais atuais garantem a segurança da água engarrafada, informa o Leak.
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Sobre a água com gás comercial, “seja naturalmente gaseificada ou com adição de dióxido de carbono, cumpre normas internacionais de segurança e é testada regularmente antes de chegar às prateleiras”, garantem os especialistas.
O mito persiste principalmente porque algumas notícias antigas sobre estâncias termais e águas minerais radioativas continuam a circular, confundindo os consumidores. No entanto, a água engarrafada disponível nos supermercados é totalmente segura.
A única exceção a considerar são águas de poços privados ou nascentes não controladas, que podem conter níveis mais elevados de radão e devem ser analisadas periodicamente.
Concluindo, a água com gás que se encontra no supermercado não é radioativa nem perigosa. O único risco real é simplesmente não gostar do sabor.
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