Portugal

Calor faz com que osgas saiam à rua. Estes animais são perigosos?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 7 meses atrás em 05-08-2025

Imagem: DR

Com a subida das temperaturas, é comum ver nas paredes das casas pequenas criaturas que muitas vezes despertam receio: as osgas. Há quem diga que estes animais são venenosos e que representam perigo para as pessoas. Mas afinal, qual a verdade?

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As osgas são pequenos répteis, parentes das lagartixas, que podem atingir até 15 cm. A mais comum em Portugal é a osga-comum, que apresenta uma pele com aspecto rugoso e coloração variável entre castanho e bege. Apesar da crença popular de que são venenosas, as osgas são inofensivas para os humanos.

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Pelo contrário, estas criaturas são benéficas porque se alimentam de insetos como moscas e mosquitos, ajudando a controlar pragas domésticas. Em Portugal, existem três espécies principais: a osga-turca, a osga-moura (mais comuns) e a osga-das-selvagens, esta última exclusiva do arquipélago da Madeira, indica a Ciência Viva.

Com o aumento das temperaturas, é normal que estes animais saiam dos seus refúgios e procurem locais frescos e húmidos, como as paredes das casas. Apesar do receio que algumas pessoas possam ter, não são perigosas.

A sua presença é, na verdade, um sinal de um ambiente saudável e equilibrado. É importante respeitar e proteger estas espécies, especialmente a salamandra, que está em risco devido às alterações ambientais.

E as salamandras? A Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) é uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica, que habita zonas montanhosas de Portugal e Espanha, como os Parques Nacionais da Peneda-Gerês, do Alvão e da Serra da Estrela. Este anfíbio, com cerca de 15 cm de comprimento e uma cauda longa e brilhante, vive perto de ribeiros e zonas húmidas, e é classificada como vulnerável devido à redução do seu habitat natural, afetado por poluição e incêndios.

Apesar da sua aparência única, a salamandra não é agressiva. Um mecanismo de defesa curiosamente eficaz é a autotomia da cauda: se ameaçada, solta a cauda que continua a mexer-se, distraindo predadores e permitindo que o animal fuja.

A pele da salamandra produz uma substância tóxica chamada samandrina, que protege o animal de predadores naturais. No entanto, este veneno não representa perigo significativo para os humanos, pois é apenas uma defesa contra ataques e não é letal em contacto superficial, explica a Naturdata.

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