Coimbra

Dar a Ouvir em Coimbra com propostas para desafiar “os limites da escuta humana”

Notícias de Coimbra com Lusa | 7 meses atrás em 15-07-2025

A 9.ª edição do ciclo Dar a Ouvir começa na sexta-feira e estende-se até 31 de agosto, no Convento São Francisco, em Coimbra, com um conjunto de propostas que “desafiam os limites da escuta humana”.

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Este ciclo, que se centra nas artes sonoras e nas práticas artísticas que trabalham o som e a escuta, terá este ano como grande destaque a exposição “Três Campos”, da dupla Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, que celebram 25 anos de colaboração, afirmou a Câmara de Coimbra, que, através do Convento São Francisco, coorganiza o Dar a Ouvir juntamente com o Jazz ao Centro Clube.

A exposição da dupla reúne duas peças encomendadas pelo ciclo e uma nova montagem de uma criação de 2022, com cada instalação a ocupar “uma sala distinta, mas todas se articulam num corpo sonoro coeso, em que espaço, som, arquitetura e infraestrutura se fundem”, disse.

De acordo com a autarquia, estas obras procuram não apenas ocupar o espaço de cada sala, mas tornar-se o espaço e transformá-lo temporariamente, “criando condições para uma escuta ativa, espacial e somática”.

O Convento São Francisco será também palco de um concerto do maestro e percussionista Pedro Carneiro com o coletivo Hedera 4tet, quarteto de quatro violinistas, bem como de um espetáculo de Beatriz Romano em que explora frequências baixas para criar “experiências musicais inclusivas, sobretudo para a comunidade surda”, afirmou o município.

O programa deste ano, que continua a ter o Convento São Francisco como espaço de acolhimento, terá também um passeio sonoro de Luís Antero, a 20 de julho, pelo Choupal e pelas duas margens do Mondego.

Luís Antero estará depois, a 31 de agosto, na black box do Convento para um concerto para olhos vendados, a partir das gravações sonoras recolhidas no passeio pelo Choupal.

Nesse mesmo dia, a fechar o ciclo, haverá um concerto de Joana Gama com Luís Fernandes.