Jorge Catarino lançou, esta terça-feira, um repto ao presidente da Associação de Futebol de Coimbra no sentido de serem convocadas eleições para os órgãos sociais da AFC.
PUBLICIDADE
“Só queremos que a democracia volte à Associação, que haja igualdade de oportunidades em eleições livres e cumprimento de todos os princípios de legalidade”, declarou a Notícias de Coimbra o antigo presidente da Câmara Municipal de Cantanhede.
A realização de novo acto eleitoral no âmbito da AFC acaba de ser ordenada por acórdão do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS), cujo teor reitera o alcance de anterior decisão do Tribunal Arbitral do Desporto.
Em Dezembro de 2023, uma lista encabeçada por Jorge Catarino foi impedida de disputar a conquista da AFC e, perante a inexistência de duelo eleitoral, Horácio Antunes foi reconduzido na liderança do organismo.
Com o recente ingresso de Horácio Antunes na Federação Portuguesa de Futebol, a presidência da AFC é exercida, hoje em dia, por João Miguel Henriques, que também lidera a Câmara de Vila Nova de Poiares e a Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior (APIN).
A “forma utilizada [em 2023] para afastar a segunda lista das eleições foi a de tentar denegrir a minha pessoa”, lamenta o antigo empresário e ex-autarca.
“Crimes de abuso de confiança contra a Segurança Social, por mim cometidos enquanto empresário, aconteceram pelo facto de entidade terceira, a quem vendi acções, ter faltado às suas obrigações, o que me incriminou; fui condenado a penas de multa, num montante de 2 740 euros, e paguei”, assinala o potencial candidato à liderança da AFC.
Neste contexto, Jorge Catarino questiona se os membros da lista de Antunes, condenados a pagar custas inerentes ao recurso para o TCAS, irão abrir os cordões das respectivas bolsas.
“Se eles, a título individual, tiverem a decência de pagar do seu bolso, como nós fizemos, os membros da minha lista distribuirão esse montante, na exacta proporção dos votos, por todos os clubes do distrito”, promete Catarino.