Seis horas non-stop de música no primeiro dia da celebração de Património Mundial em Coimbra. O primeiro dia do programa Sons da Cidade, com uma agenda alargada de eventos desde o início deste sábado, é marcada por vários concertos em vários espaços da cidade.
Seis horas non-stop de música no primeiro dia da celebração de Património Mundial em Coimbra. O primeiro dia do programa Sons da Cidade, com uma agenda alargada de eventos desde o início deste sábado, é marcada por vários concertos em vários espaços da cidade.
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Samuel Úria é um dos artistas convidados das dezenas de eventos a acontecer em vários pontos da cidade de Coimbra, entre 25 de junho e 4 de julho, com entrada gratuita.
Sámuel Úria é o nome artístico de Samuel Úria. A lenda em torno de si conta que nasceu e cresceu entre uma pequena cidade da Beira Alta e um par de canais públicos de televisão. Talvez devido a essa sobre-exposição televisiva lhe tenham ficado, por estigma, duas distintas marcas julio-isídricas: um considerável nariz e a fanfarronice por ter lançado a carreira musical de um jovem de nome artístico Samuel Úria. Nas suas canções, encontramos o humor castiço, a loquaz despreocupação, os blues campesinos, o grande espaço dos pequenos sítios.
O concerto é no Pátio da Inquisição, a partir das 22:30, com entrada gratuita. Antes, outros concertos que fazem parte da maratona dedicada à música, no primeiro dia dos Sons da Cidade.
Os SongBird, dão concerto nas Escadas do Quebra Costas, a partir das 18:30. Luís Figueiredo (piano) e João Hasselberg (contrabaixo) são compositores de créditos firmados e têm tido a oportunidade de liderar grupos que interpretam a música que escrevem.
Com SongBird, no entanto, é outra coisa que está em jogo.O duo escolheu interpretar temas escritos por autores como Sérgio Godinho, Chico Buarque ou George Gershwin e de se dedicar ao prazer da releitura destas “belas canções”.
A partir das 19:30, a música dos Sons da Cidade cruza-se com outras artes performativas, os “Oráculos Também Cantam” é o resultado de um laboratório de criação que dá origem a um espetáculo: as memórias, sonhos, visões e experiências que existem e persistem no corpo. Com direção artística de Gil Dionísio e Sara Ribeiro.
Às 20:00, o ponto de encontro é no Largo do Poço onde fica o Salão Brazil que, será, por estes dias, a casa de muitos dos artistas que estão em trabalho de criação para os Sons da Cidade. Sede do Jazz ao Centro Clube, a sala de concertos da Baixa de Coimbra serve de ponto de encontro para todos aqueles que circularem pelas ruas, praças e largos da Baixa nestes dias de atividade. No sábado, a partir das 20:00, há sardinhada. Mais tarde, os DJ da Rádio Universidade de Coimbra a fazem os corpos mexer.
Continuando o roteiro dos concertos, o Largo do Romal acolhe os Lavoisier num palco instalado neste espaço pelo projeto Há Baixa, promovido por estudantes do Departamento de Arquitetura e de Design e Multimédia daUniversidade de Coimbra.
O objetivo do coletivo de estudantes é o de intervir sobre uma área específica da cidade de Coimbra, a Baixa. Esta construção efémera (palco Há Baixa) acolherá atividades de índole cultural e também oficinas sobre técnicas e materiais construtivos.
A abertura do palco faz-se com o concerto dos Lavoisier, duo Roberto Afonso (guitarra) e Patrícia Relvas (voz) que, com os pés bem assentes na terra (e na tradição do cancioneiro tradicional português), não se coíbem de mergulhar noutras músicas, venham elas de onde vierem.