Coimbra
Estudantes de Coimbra contra genocídio em Gaza pedem “a palavra porque o silêncio é ensurdecedor”
Cerca de meia centena de estudantes da Universidade de Coimbra manifestaram-se na noite desta segunda-feira, 11 de dezembro, “pelo cessar fogo imediato na Faixa de Gaza e na Cisjordânia”.
Os alunos concentraram-se junto ao Auditório da Reitoria, onde estava a decorrer a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos gerentes da Associação Académica de Coimbra.
Em silêncio e com o barulho de aviões e de bombardeamentos empunhando cartazes onde se lia: “Palestina: Pedimos a palavra porque o silêncio é ensurdecedor”; “Cessar fogo já”; Governo Atenção Israel é ocupação; “Liberdade Unicamente Liberdade!”;
“Chamar a atenção do que está a acontecer na Faixa de Gaza e na Cisjordânia” é o objetivo pretendido pelos manifestantes, salienta Joana Carvalho.
“Exigimos que a Associação Académica de Coimbra, a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal tomem um posicionamento de condenação destas práticas, que se tem vindo a intensificar desde 7 de outubro”, refere a estudante de mestrado em Relações Internacionais.
A aluna frisou, ainda, que foi os estudantes recolheram mais de 1400 assinaturas para pedir a realização de uma Assembleia Magna (AM) pela Palestina e que o Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra considerou que não se justificava a convocação da AM antes da tomada de posse da nova equipa eleita e por isso o grupo juntou-se esta segunda-feira.
Joana Carvalho adianta que “à conversações” e que o novo presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra tem mostrado “uma atitude muito aberta”.
Ao Notícias de Coimbra, Renato Daniel salientou que irá dialogar com os estudantes que se manifestaram esta noite.