Saúde

Fórum Médico reúne de emergência. Crise nas urgências é um dos temas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 15-10-2023

A atual crise nas urgências e as negociações com o Governo sobre salários e a carreira médica são os principais temas da reunião de emergência desta segunda-feira, 16 de outubro, do Forum Médico.

O encontro, que está marcado para segunda-feira às 15:30 na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, no Porto, acontece depois de o ministro da Saúde se ter reunido na semana passada com o bastonário da Ordem dos Médicos e com os sindicatos do setor, a quem apresentou uma nova proposta, nomeadamente um suplemento de 500 euros mensais para os médicos que realizam serviço de urgência e a possibilidade de poderem optar pelas 35 horas semanais.

À saída da reunião com os sindicatos, o ministro, Manuel Pizarro disse que o Governo está “a oferecer aos médicos uma fortíssima valorização da sua carreira, nomeadamente do ponto de vista remuneratório”, algo que disse “não ter paralelo na administração pública”.

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Para o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), da reunião saíram “sinais encorajadores”, nomeadamente em questões como a carga de trabalho necessária e a organização dos serviços.

Já a presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Joana Bordalo e Sá, apesar de admitir haver abertura do Governo para se aproximar das reivindicações dos médicos, decidiu manter a greve prevista para 17 e 18 de outubro.

A reunião de segunda-feira do Fórum Médico decorre também numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enfrenta uma crise nos serviços de urgência devido à recusa dos médicos em fazerem horas extraordinárias além das 150 obrigatórias por lei.

Segundo a presidente da Fnam, cerca de 2.500 médicos já apresentaram a minuta de indisponibilidade, uma situação que está “a afetar os hospitais de Norte a Sul do país”.

Entre os membros do Fórum Médico encontram-se: Ordem dos Médicos, Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Federação Nacional dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Federação Portuguesa das Sociedades Científicas Médicas, Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar e Associação Nacional de Estudantes de Medicina (observador convidado).