Política

António Costa admite reeditar fórmula de governo de Guterres. Rui Rio alerta para BE no executivo

Notícias de Coimbra | 4 anos atrás em 13-01-2022

O secretário-geral do PS admitiu hoje reeditar a fórmula de governo de António Guterres (1995/2001) se vencer com maioria relativa, enquanto o presidente do PSD alertou para a possibilidade de o BE entrar num executivo socialista.

PUBLICIDADE

Estas posições foram transmitidas no início do único frente-a-frente entre António Costa e Rui Rio antes das legislativas de 30 de janeiro, transmitido pelas televisões generalistas, RTP, SIC e TVI, a partir do Teatro do Capitólio, em Lisboa.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

publicidade

Na questão da governabilidade do país após as eleições, Rui Rio considerou praticamente impossível uma maioria absoluta do PS ou do PSD e criticou a atuação de António Costa, dizendo que não esclarece o que fará se vencer sem maioria absoluta.

Rui Rio disse que António Costa não está em condições de retomar a “Geringonça” com PCP, PEV e Bloco de Esquerda, e apontou que antes das legislativas de 2015 Costa escondeu que poderia mais tarde vir a governar com o apoio de comunistas e bloquistas, mesmo perdendo as eleições.

Mas o presidente do PSD foi mais longe. Levantou a possibilidade de o PS agora vencer com uma maioria relativa, António Costa abdicar de liderar o futuro Governo e passar essa responsabilidade para um sucessor socialista, que disse ser com maior probabilidade Pedro Nuno Santos.

“E aí temos o Bloco de Esquerda mesmo dentro do Governo, com ministros do BE”, declarou.

O secretário-geral do PS negou que tenha escondido jogo antes das legislativas de 2015, mostrando para o efeito uma machete do jornal Expresso de setembro desse ano, uma semana antes do ato eleitoral, e voltou a assegurar as suas responsabilidades se não perder as eleições: “Cá estarei”.

Perante um resultado de maioria relativa, António Costa afirmou que irá conversar com os partidos na Assembleia da República, ou num “modelo clássico” como o primeiro Governo de Guterres, “diploma a diploma”, que referiu “foi difícil, levava mais tempo, mas foi possível”.

Após afastar a manutenção da “Geringonça” nas atuais circunstâncias, o secretário-geral do PS observou que, por exemplo, o PS e o PAN poderão somar mais de metade dos deputados.

“Não há tabus sobre o que acontecerá o dia 30 de janeiro”, disse.

 

PUBLICIDADE

publicidade

PUBLICIDADE