Conecte-se connosco

90 casas casas queimados pelo fogo de Pedrógão Grande

Publicado

em

O número de casas fortemente afetadas pelo incêndio que afetou Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos subiu para 90, disse hoje, ao final do dia, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande.

Valdemar Alves

Valdemar Alves

O incêndio que deflagrou há uma semana, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

O fogo atingiu também os concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, e chegou aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

Noventa casas de habitação e 26 empresas, que representam 273 postos de trabalho, foram afetadas pelo incêndio que começou no dia 17 em Pedrógão Grande, disse à agência Lusa o presidente daquele município, Valdemar Alves.

Hoje, ao final da manhã, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, tinha falado em 63 habitações “profundamente afetadas” na sequência do incêndio e 25 unidades empresariais, com base em dados recolhidos até sexta-feira à noite.

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Pedrógão Grande referiu que, com a nova atualização da informação recolhida nos levantamentos no terreno, passam a ser 90 casas e 26 empresas afetadas, sendo que “o número poderá aumentar”.

“Agora estamos no terreno e vamos continuar” o levantamento, afirmou. Segundo Valdemar Alves, esta é uma “altura para se repensar a floresta”.

“A floresta não deve estar tão sobrecarregada, como estava, de eucaliptos”, notou, sublinhando que, para além de eucaliptos e pinheiros bravos, tem também surgido a acácia, uma espécie invasora – “uma nova praga que anda por aí”.

Para o presidente da Câmara, com um novo tipo de floresta, onde também deve estar presente o regresso à exploração agrícola, pode surgir “uma nova economia”.

“O mais difícil é levantar a moral” e não tanto as casas, sublinhou, mostrando-se confiante em relação o auxílio financeiro aos municípios.

Dois grandes incêndios, que provocaram a morte a 64 pessoas e ferimentos a mais de 200, deflagraram no dia 17 na região Centro e mobilizaram mais de dois milhares de operacionais.

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram cerca de 53 mil hectares de floresta e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Foi extinto hoje, às 13:00.

Continuar a ler
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade [video width="1280" height="1280" mp4="https://www.noticiasdecoimbra.pt/wp-content/uploads/2020/11/banner-NDC-radioboanova.mp4" loop="true" autoplay="true" preload="auto"][/video]
Publicidade
Publicidade
close-link
close-link
WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com