Coimbra

88 estradas cortadas no distrito de Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 36 minutos atrás em 13-02-2026

Quase nove dezenas de estradas nacionais e municipais estão cortadas na maioria dos municípios do distrito de Coimbra devido ao mau tempo, informou hoje o Comando Territorial de Coimbra da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Ao todo, segundo um comunicado da GNR, são 88 as estradas cortadas nos concelhos de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure e Tábua.

Escapam a este cenário os municípios de Cantanhede e Vila Nova de Poiares.

PUBLICIDADE

O concelho de Coimbra, a braços com cheias no vale do Mondego, contabiliza o maior número de estradas e ruas fechadas (20), com destaque para a Autoestrada 1 e A 14 e as estradas nacionais 111-1 na ligação aos campos do Bolão e no acesso a Vil de Matos, bem como a EN 110, no trajeto para Penacova.

Segue-se Montemor-o-Velho, muito fustigado com as cheias do Mondego, com nove vias e ruas encerradas ao trânsito, entre elas a EN 111, em Tentúgal, e a EN 341 em Pereira e na ligação entre Granja do Ulmeiro e Formoselha.

Mais para o litoral, a Figueira da Foz contabiliza sete estradas interrompidas á circulação, com especial enfoque para a EN 347, em Santana, a A14, e a EN 111 em Maiorca e entre Maiorca e Ferrestelo.

Soure, que se situa também no leito de cheia do Mondego, encontra-se com sete vias encerradas, sendo as mais importantes a EN 342-1, em Vila Nova de Anços, a EN 347, em Alfarelos e entre Marachão-Painça, e a EN 342, em Vinha da Rainha.

Já no interior do distrito, o concelho Arganil lidera o “ranking” com oito estradas e ruas cortadas, cujas principais são a EN 342 e a estrada municipal de 1354, entre a sede do concelho e o Piódão.

A GNR contabilizou ainda seis vias condicionadas nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Figueira da Foz.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.