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700 mil pessoas sem água potável após destruição de barragem ucraniana

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 10-06-2023

 A situação humanitária na Ucrânia está “extremamente pior” do que antes da destruição da barragem de Kakhovka, com 700 mil pessoas sem acesso a água potável, alertou o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários.

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Martin Griffiths disse que as inundações na Ucrânia, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, levarão inevitavelmente a menores exportações de cereais, preços mais altos dos alimentos e menos para comer para milhões de necessitados em todo o mundo.

“Mas a verdade é que estamos apenas a começar a ver as consequências deste ato”, sublinhou, na sexta-feira, numa entrevista à agência de notícias Associated Press, o britânico, que lidera o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

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Griffiths disse que as Nações Unidas, trabalhando principalmente através de grupos de ajuda ucranianos, conseguiram apoiar 30.000 pessoas em áreas inundadas sob controle ucraniano.

O dirigente lamentou que até agora a Rússia não tenha concedido acesso às áreas que controla para a ONU ajudar as vítimas das enchentes.

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Griffiths disse que se encontrou com o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, na quarta-feira, para pedir às autoridades russas “acesso para as nossas equipas na Ucrânia atravessarem as linhas de frente para prestar ajuda, para fornecer apoio aos (..). ucranianos nessas áreas”.

Além disso, o britânico observou que as águas também correram sobre áreas com minas terrestres: “O que poderemos ver são essas minas a flutuar em lugares onde as pessoas não as esperam”, ameaçando adultos e especialmente crianças.

De acordo com um relatório do OCHA, o nível da água começou a diminuir na região afetada pela destruição da barragem, mas mais de 25 mil casas estão danificadas e continua a aumentar o número de deslocados.

Nas áreas da região de Khersonska sob controlo ucraniano, 320 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas 24 horas, aumentando o número total de pessoas que fugiram para mais de 2.500, segundo a Organização Internacional para Migração (OIM), citada pela OCHA.

Ainda na região controlada por Kiev, quase 40 vilas e cidades foram “severamente afetadas pelas inundações, com mais de 3.620 casas registadas como danificadas até o momento”.

Já as autoridades apoiadas por Moscovo naquela região divulgaram na sexta-feira que o número de casas inundadas aumentou para mais de 22.000, com “graves consequências humanitárias para milhares de pessoas”.

Segundo informações divulgadas também na sexta-feira pelas autoridades ucranianas e russas, as inundações terão provocado já 13 mortos.

A destruição da barragem da Central Hidroelétrica de Kakhovka, na região de Kherson, no sul da Ucrânia, já é considerada um dos maiores desastres industriais e ecológicos da Europa nas últimas décadas.

A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente da destruição da barragem, construída no rio Dniepre na década de 1950.

 

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