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Coimbra

61% gostam de viver no Centro

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) anunciou hoje que 61% dos residentes na região se manifestaram globalmente satisfeitos, um valor “muito superior” à média nacional.

A medição da satisfação dos residentes foi feita com base em resultados conseguidos junto de mais de 500 inquiridos, em setembro, no âmbito de um trabalho pioneiro a nível regional em Portugal.

“Os resultados evidenciam que, apesar dos momentos de dificuldade que Portugal atravessa, 61% dos habitantes da Região Centro manifestam estar globalmente muito satisfeitos ou satisfeitos, resultado que supera em muito os valores médios obtidos pelo Eurobarómetro para o nosso país”, refere a CCDRC, em comunicado.

Dos inquiridos, 7% estavam “muito satisfeitos”, 54% “satisfeitos”, 24% “não muito satisfeitos” e 15% “nada satisfeitos”.

Segundo a CCDRC, “comparando estes resultados com os da última vaga disponível do Eurobarómetro, referente a maio de 2013”, verifica-se que “os residentes na Região Centro estão menos satisfeitos do que a média dos cidadãos europeus, mas muito mais satisfeitos do que a média dos cidadãos portugueses”.

A situação profissional é “o principal motivo causador de satisfação ou insatisfação”, seguindo-se aspetos relacionados com a saúde, a qualidade de vida, o ambiente familiar, os rendimentos auferidos, a crise que o país atravessa, problemas financeiros e endividamento.

Ainda que haja diferenças entre as várias sub-regiões, “em todas as oito novas NUTS III (Unidades Territoriais Estatísticas) da Região Centro o valor médio de satisfação dos residentes supera a média nacional”, sendo que em todas a maioria dos inquiridos se encontra “satisfeito” ou “muito satisfeito”.

“Os resultados das diferentes sub-regiões apresentam um gradiente (taxa de variação) de resultados, que varia entre 53% (Beiras e Serra da Estrela) e 67% (Região de Aveiro) de residentes globalmente satisfeitos”, refere a CCDRC.

Os jovens entre os 15 e os 24 anos são os residentes mais satisfeitos, começando depois o grau de satisfação a decrescer até se alcançar o valor mais reduzido na faixa entre os 45 aos 54 anos, voltando a aumentar para os que têm mais de 55 anos.

“No que se refere ao tipo de ocupação, os níveis de satisfação mais baixos (34%) correspondem a desempregados e os mais elevados (94%) aos estudantes”, apurou o estudo.

A CCDRC entende que, ao analisar os níveis de qualificação dos inquiridos, fica demonstrada “a importância das aprendizagens, sendo o valor de satisfação mais baixo obtido para situações de analfabetismo (44%) e o mais alto (77%) para quem possui mestrado ou doutoramento”.

Na opinião do presidente da CCDRC, Pedro Saraiva, estes resultados “são bastante positivos”, indo ao encontro de “outros estudos que evidenciam ser esta região uma das mais resilientes de Portugal”, onde “os embates da crise foram, apesar de tudo, menos intensos” comparativamente à média nacional.

“As taxas de desemprego (11,5%) e de desemprego jovem são as menores de entre todas as sete regiões do país e sucessivas aferições da qualidade de vida mostram ser aqui que se situam alguns dos melhores espaços para viver em Portugal”, sublinha.

Pedro Saraiva considera que isso “ajuda a explicar os valores dos graus de satisfação agora encontrados, que são significativamente maiores do que a média nacional, ainda que baixos face ao panorama europeu”.

“A Região Centro tem, por isso mesmo, de se mobilizar para prosseguir um caminho consistente de afirmação, tentando antecipar em Portugal a construção de um futuro mais risonho, gerador de crescimento económico e postos de trabalho”, defende.

O futuro Programa Operacional Regional, dotado de 2.117 milhões de euros de fundos comunitários, “deve constituir-se enquanto poderoso instrumento de apoio à implementação deste mesmo caminho, ajudando assim a aumentar consistentemente os graus de satisfação dos residentes”, acrescenta.

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