Coimbra

Centro unido para vender mais e melhor vinho

Notícias de Coimbra | 7 anos atrás em 29-11-2016

Dizem as estatísticas que 90% das garrafas de espumante que vão para os restaurantes são consumidas por casais. Isto vem ao encontro da nossa ideia de ternura… Depois aprofundaram as estatísticas… e descobriram que desses casais, em 90% dos casos, ele não é casada com ela!”.

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Este foi apenas um dos divertidos sound  bites que fizeram parte da intervenção de Vasco d’Avillez, Presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, a quem coube honra de fazer a longa, mas bem humorada, apresentação deste bom Plano Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro.

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O evento na Quinta das Lágrimas serviu para a  Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e as Comissões Vitivinícolas Regionais (CVR) de Lisboa, Dão, Bairrada, Beira Interior e Tejo apresentarem o Plano Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro.

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Este Plano Estratégico, com o apoio do Programa Operacional Centro 2020, pretende apoiar a cadeia de valor dos vinhos, desde os recursos naturais até à promoção junto do consumidor final.

Voltemos ao “show” de Vasco d´Avillez nesta apresentação da Fileira do Vinho da Região Centro. Não é “da”, é “na” emendou, antes de citar Cavaco Silva, que lhe concedeu o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe de Mérito Agrícola

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“É meio BANIF”, terá dito o Ex-Presidente da República, depois do Presidente da CVR de Lisboa lhe ter dito que “O vinho representa mais mil milhões”.

Ouça toda a intervenção de Vasco D´Avillez:

Congregar os esforços das cinco CVR da Região Centro, intensificando as colaborações e reforçando o trabalho em rede, quer ao nível da inovação quer do desenvolvimento tecnológico na produção dos vinhos, deverá ser um dos principais resultados da concretização deste programa, que pretende reforçar o peso na economia regional da fileira do vinho e afirmar a nível nacional e internacional a Região Centro como uma região vitícola.

Ana Abrunhosa, Presidente da CCDRC, com grande noção do “timming televisivo”, salientou que foi necessário trabalhar muito para se reunirem as 5 comissões.

Lembrou aos líderes das regiões vinhateiras que “o facto de trabalharmos em conjunto é de facto inovador”.

Quantas vezes reuniram as 5 CVR antes desde projecto? Sentem que perdem identidade por estarem a  trabalhar em conjunto?, questionou a Presidente da CCDRC, para realçar as vantagens deste Plano que agora une quem se tem limitado a “olhar para a sua quinta”.

O facto de termos um projecto em conjunto não significa que todas as acções sejam em conjunto, sublinhou a Presidente da CCDRC, antes de informar que dos 3 milhões recebidos do FEDER um milhão é para inovação.

Ouça toda a intervenção de Ana Abrunhosa:

A última intervenção coube a Capoulas Santos (quando muitos já ansiavam pelos “comes e bebes), o Ministro da Agricultura, que não ficou para jantar, mas ainda provou alguns néctares da região.

Capoulas Santos começou por manifestar o seu contentamento por ser a primeira em que é convidado para um evento evento que não é financiado pelo Ministério da Agricultura!

O governante aproveitou a presença em Coimbra para recordar que o vinho Portugal está em mais de 150 mercados.

Entre 2001 e 2015, através do Programa VITIS, que tem assegurada a continuidade até 2020, foram reestruturados 62 mil hectares de vinhas, envolvendo apoios na ordem dos 560 milhões de euros, revelou o Ministro da Agricultura.

Ouça toda a intervenção de Capoulas Santos:

A Região Centro integra as Denominações de Origem da Beira Interior, da Bairrada e do Dão, parcialmente, a de Lisboa e, residualmente, a do Tejo. É responsável por cerca de 37% da área total de vinha existente em Portugal e 35% da produção de vinho nacional. Em termos de volume de exportações, exporta entre 40 a 50% da sua produção, consoante as diferentes regiões.

Registamos que Pedro Machado, da Turismo do Centro,  chegou à Quinta das Lágrimas acompanhado por Carlos Coelho, da agência Ivity. O senhor turismo” volta assim a apresentar “um dos seus publicitários” a outras entidades da região. Carlos Coelho foi fundador da Brandia, empresa que ficou para a história do Centro por causa de uma famosa campanha do EURO 2004, teve oportunidade de oferecer um saco a alguns dos protagonistas presentes. Podia ter sido se um momento de televisão, se algumas das estações tivesse estado presente nesta noite da vinha e do vinho.

Esta reportagem podia prosseguir com o relato de tudo o que se ouviu nos bastidores do evento, sobretudo no que toca ao quem é quem é candidato à câmara municipal daqui ou dali, mas o que se passa numa prova de vinhos fica no copo meio cheio ou meio vazio.

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