Saúde

5 tipos de pessoas noturnas e matutinas. Qual é o seu tipo?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 06-02-2026

Investigadores revelaram uma nova forma de compreender o sono humano: em vez de olhar apenas para a duração do descanso, uma análise profunda de múltiplos padrões de sono identificou cinco perfis distintos, cada um com associações únicas ao funcionamento do cérebro, à saúde mental e ao estilo de vida.

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O estudo, publicado na revista científica PLOS Biology e conduzido por equipas de várias universidades, foi baseado em dados de centenas de adultos que participaram no Human Connectome Project. Os investigadores combinaram questionários sobre hábitos de sono, exames de ressonância magnética do cérebro e dezenas de medidas biopsicossociais — incluindo mentalidade, cognição e factores sociais — para delinear padrões de sono mais ricos do que os que tradicionalmente se analisam.

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Segundo os resultados, o que chamamos de “sono” não é um fenómeno uniforme: cada tipo de padrão está associado a diferentes ligações neuronais e características psicológicas — algo que pode ajudar a adaptar tratamentos clínicos e conselhos de saúde no futuro.

Os cinco perfis identificados incluem:

  1. Sono globalmente pobre — pessoas com qualidade de sono baixa e maior prevalência de ansiedade, depressão e stress.
  2. Resiliência ao sono — indivíduos com dificuldades emocionais ou de atenção que, no entanto, relatam dormir bem, sugerindo uma possível “percepção alterada” do descanso.
  3. Duração curta de sono — quem dorme menos de seis a sete horas regularmente tende a ter desempenho cognitivo mais baixo e mais instabilidade emocional.
  4. Uso de auxiliares de sono e vida social ativa — pessoas que recorrem a medicamentos para dormir e que relatam níveis elevados de satisfação social, ainda que com algumas limitações cognitivas.
  5. Distúrbios de sono com impacto cognitivo e mental — caracterizado por acordar frequentemente e por problemas relacionados com ansiedade e desempenho cognitivo.

Os investigadores sublinham que estas descobertas reforçam a ideia de que o sono é multifacetado, envolvendo não apenas quantas horas dormimos, mas como dormimos, como percebemos o nosso descanso e como esse descanso se relaciona com o nosso cérebro e vida emocional.

Cada um dos perfis mostrou padrões específicos de conectividade cerebral quando analisados por ressonância magnética funcional — o que sugere que o cérebro pode estar “organizado de forma diferente” consoante o tipo de sono predominante de cada pessoa.

Os autores acreditam que estes perfis podem, futuramente, ajudar clínicos a diagnosticar problemas de sono de forma mais personalizada e a adaptar tratamentos, em vez de aplicar abordagens genéricas.

Em suma, o sono pode ser tão singular quanto o cérebro que dorme, e entender esses perfis distintos pode ser um passo importante para melhorar a saúde mental e física da população.