O número de condutores apanhados a circular sem seguro de responsabilidade civil obrigatório ou com o documento caducado aumentou significativamente em 2025, revelou um relatório divulgado esta quinta‑feira. Foram identificados 48 688 casos ao longo do ano passado, um valor 23 % superior ao registado em 2024, segundo dados das autoridades policiais.
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As infrações foram detetadas principalmente pela Polícia de Segurança Pública (PSP) e pela Guarda Nacional Republicana (GNR) durante operações de fiscalização rodoviária em todo o país, escreve o Jornal de Notícias.
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O aumento de veículos a circular sem seguro tem implicações diretas na segurança e na resposta às vítimas de acidentes. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) alertou que as participações ao Fundo de Garantia Automóvel (FGA) — que cobre indemnizações a vítimas de sinistros causados por condutores sem seguro — estão a subir consistentemente. Nos últimos cinco anos, foram pagos 33,9 milhões de euros em indemnizações a vítimas ou familiares lesados em acidentes rodoviários em que o responsável não tinha cobertura de seguro.
Essa tendência preocupante surge num contexto em que a sinistralidade rodoviária em Portugal continua elevada, com várias campanhas de segurança e fiscalização realizadas anualmente para tentar reduzir comportamentos de risco, incluindo condução sob o efeito do álcool, excesso de velocidade e outras infrações que também contribuem para acidentes.
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