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Ensino

4 municípios contra ensino tecnológico em Figueiró dos Vinhos

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Os municípios de Alvaiázere, Ansião e Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e Sertã, Castelo Branco, pediram à Direção Regional de Educação do Centro (DREC) para emitir parecer desfavorável à criação de um polo tecnológico em Figueiró dos Vinhos.

A Câmara de Figueiró dos Vinhos, no norte do distrito de Leiria, justifica o interesse na instalação de um polo da Escola Profissional Agostinho Roseta para evitar a saída de alunos do concelho, salientando que se trata de um investimento privado e “não faz sentido” a autarquia inviabilizá-lo.

No documento entregue à DREC, os quatro presidentes de câmara referem que a região já possui a Escola Tecnológica de Sicó (com polos em Avelar, Penela e Alvaiázere), a Escola Tecnológica da Zona do Pinhal (Pedrógão Grande), a Escola Tecnológica da Sertã, o Instituto Vaz Serra (Cernache do Bonjardim) e mais quatro escolas secundárias.

“Todas as escolas têm vindo a perder alunos, consequentemente turmas e cursos, ano após ano, pelo facto de haver na nossa região uma grande perda demográfica”, lê-se no comunicado, considerando que o aparecimento de um novo polo de ensino “agudizará ainda mais o problema da falta de alunos nas escolas profissionais e secundárias existentes”.

Por outro lado, “uma maior oferta de cursos originará uma maior dispersão de inscrições, inviabilizando, assim, um número mínimo de alunos por turma em qualquer das ofertas”, além de que a eventual criação do polo coloca em causa o ensino secundário em Figueiró dos Vinhos, “afetando negativamente os concelhos mais próximos” e “obrigando, consequentemente, os jovens, a grandes deslocações”.

O documento, entregue na segunda-feira à DREC, onde a questão foi abordada com vários autarcas, sustenta ainda que “a oferta educativa existente já supera a procura, pelo que o aumento da oferta apenas vem desregular, ainda mais, o sistema educativo da região”.

A vereadora da educação da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Marta Brás, explicou que a proposta de instalação de um polo da Escola Profissional Agostinho Roseta já tinha sido apresentada ao anterior executivo, tendo sido feito novo contacto junto do atual, para o funcionamento de dois cursos, Frio e Climatização, e Técnico Protésico, inexistentes nas escolas da região.

“Será mais um polo para o concelho que daria alguma dinâmica em termos económicos e sociais”, disse Marta Brás, adiantando que “o ensino profissional que existe no agrupamento de escolas também não cobre as áreas de interesse dos alunos”.

Segundo a responsável, “continuam a sair alunos do concelho, mesmo para cursos profissionais – porque as áreas que lhes interessam não existem aqui e vão para outras escolas”, além de que o município não tem “alternativas para alunos que queiram vir para o concelho”.

“Eu desafiei os meus colegas autarcas a transmitirem-me se estivessem na nossa posição qual seria a postura. Como é lógico, todos entendem que a nossa posição é legítima, assim como a deles é. Estão a defender o que já existe nos concelhos deles e nós estamos a puxar para o nosso o que não existe”, acrescentou a vereadora.

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