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3 mil processos de sinistro abertos pelo grupo Ageas devido ao mau tempo

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 03-02-2026

O grupo segurador Ageas Portugal abriu 2.906 processos de sinistro causados pelo mau tempo até ao final do dia de segunda-feira, dos quais 84% já tinham peritagem realizada ou agendada, segundo anunciou.

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Para acelerar os procedimentos, o grupo tem estado a dispensar a peritagem presencial dos sinistros com um valor de até 8.000 euros no ramo multirriscos habitação, desde que os clientes apresentem fotografias dos danos, ou orçamentos das reparações, e o respetivo IBAN.

No total, o grupo Ageas tinha sido notificado, até segunda-feira, de 5.143 ocorrências causados pelas tempestades Ingrid, Joseph e Kristin, que afetaram principalmente a região Centro do país.

Desde sexta-feira que o grupo tem no terreno equipas multidisciplinares com mais de 100 pessoas, formadas por gestores de sinistros, peritos e equipas comerciais das empresas Ageas Seguros e Ocidental.

Até 06 de fevereiro, o grupo continuará a disponibilizar um apoio móvel de atendimento, localizado no Pavilhão Carlos Neto, em Marrazes, Leiria, com horário de funcionamento alargado entre as 9:30 e as 17:00, para ajudar os clientes na gestão dos processos de sinistro.

O Grupo Ageas Portugal lançou também um formulário ‘online’ que permite a participação à distância dos sinistros.

Em comunicado, o grupo segurador adianta que já começou a indemnizar os clientes afetados, embora sem adiantar valores.

As seguradoras têm de assegurar indemnizações no caso de clientes com seguros que cubram danos de tempestade mesmo nas zonas em que esteja declarada a situação de calamidade, segundo a Lei de Bases da Proteção Civil.

O artigo 61.º da lei considera “nulas, não produzindo quaisquer efeitos, as cláusulas apostas em contratos de seguro visando excluir a responsabilidade das seguradoras por efeito de declaração da situação de calamidade”.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.