As Forças Armadas indicaram hoje que estão a participar no apoio à população afetada pela depressão Kristin com 240 militares empenhados em várias ações de assistência.
No terreno desde 28 de janeiro, os 240 militares empenhados em apoio direto à população “não incluem pessoal em alerta nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos”, anunciou o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas em comunicado.
“Em estreita articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), autarquias locais e restantes entidades envolvidas, as Forças Armadas têm desenvolvido um conjunto de apoios destinados a minimizar os impactos da calamidade, salvaguardar pessoas e bens e repor, progressivamente, as condições de normalidade”, refere o comunicado.
Para além dos militares, as Forças Armadas têm também no terreno “74 viaturas, incluindo seis máquinas de movimento de terras” para as operações de apoio, que incluem desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, fornecimento de geradores e disponibilidade de 1.000 alojamentos em 10 unidades militares.
As Forças Armadas disponibilizaram ainda cinco equipamentos de comunicações de emergência Starlink e um Rear-link, bem como 20 equipas de limpeza para corte de árvores e duas equipas de operações anfíbias, para Coimbra e Tancos.
Na nota de imprensa, o gabinete do Estado-Maior-General das Forças Armadas precisa ainda que são 14 os “apoios solicitados pela ANEPC e em preparação”, que incluem “desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos, comunicações e alojamento e alimentação”.
Além disso, acrescenta que “estão disponíveis seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea para este apoio específico”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
A Câmara da Marinha Grande contabilizou ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de telhados que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje, 01 de fevereiro, para cerca de 60 municípios, número que poderá ainda aumentar.