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24 horas depois, limpa-se o rasto de destruição em Meãs do Campo

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 06-02-2026

Na manhã seguinte à enxurrada de lama e terra que atingiu a Estrada Nacional 111, na zona das Meãs do Campo, em Montemor-o-Velho, os moradores continuam empenhados nas operações de limpeza, tentando devolver a normalidade a uma área fortemente afetada pelo fenómeno.

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“Agora são as limpezas finais”, afirmou Fernanda Couceiro, residente local, cuja mãe vive junto ao cruzamento das Meãs. Apesar do susto, a moradora garante que os danos foram limitados: “Na habitação não, só mesmo lá onde entrou […] não houve danos materiais.”

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A enxurrada, que ocorreu cerca de 24 horas antes, apanhou a população de surpresa. “Nunca tinha acontecido aqui”, recorda. O momento foi vivido com apreensão, sobretudo depois de um telefonema inesperado ao início da manhã. “Um telefonema às 5:30 da minha mãe […] claro que fiquei preocupada. Pensei no pior”, confessou.

No local, ainda são visíveis os sinais do que aconteceu. Há lama acumulada nas bermas e nos passeios, enquanto equipas municipais trabalham para restabelecer os semáforos do cruzamento.

Segundo os moradores, os bombeiros removeram a maior parte da lama, mas a limpeza mais detalhada ficou a cargo das famílias. “Os bombeiros tiraram o máximo que conseguiram, mas ainda ficou muita lama […] agora conseguimos tirar com água”, explicou.

A prioridade imediata, de acordo com o presidente da Junta de Freguesia, foi reabrir a circulação na via, evitando um desvio superior a 10 quilómetros, que obrigaria os condutores a passar por Tentúgal, Meco e Carapinheira.

Apesar do cenário ainda marcado pela sujidade, o ambiente é agora de maior tranquilidade. As habitações estão a ser higienizadas pelos próprios moradores e, ao que tudo indica, a localidade caminha gradualmente para o regresso à normalidade — depois de um episódio que deixou sobretudo um grande susto e muito trabalho de limpeza.