O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 230, com registo de quase de 863,5 mil pessoas afetadas, desde outubro, indicou hoje o instituto de gestão de desastres.
De acordo com informação atualizada da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), foram afetadas 863.433 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.702 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 321 feridos.
Este balanço contabiliza mais dois mortos face à atualização de quinta-feira.
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Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos – afetando 724.131 pessoas – e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.
Acrescenta-se que um total de 15.254 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.121 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 82 locais de culto e 679 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.
Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.
Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 41 ainda estão ativos, com pelo menos 33.905 pessoas.