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2025 consolida o mercado de segunda mão na rotina dos portugueses

Notícias de Coimbra | 9 minutos atrás em 26-02-2026

Em 2025, os portugueses confirmaram aquilo que já vinha a desenhar-se nos últimos anos: a segunda mão deixou de ser alternativa e passou a ser escolha. Uma escolha prática, económica e cada vez mais integrada no estilo de vida urbano.

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De acordo com dados internos da Wallapop, plataforma de compra e venda de produtos reutilizados, as categorias com mais vendas ao longo do ano foram tecnologia, casa e jardim e cultura. Do outro lado da equação, nas pesquisas feitas pelos utilizadores, casa e jardim lideraram o interesse, seguidas por tecnologia e cultura — um reflexo claro de prioridades que passam por melhorar o conforto do lar, atualizar dispositivos e investir em momentos de lazer.

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Entre os produtos mais procurados destacaram-se iPhone, sofás e livros. Já no que toca às compras efetivas, os artigos que mais mudaram de mãos foram livros, Nintendo DS e iPhone. A combinação revela duas grandes tendências: por um lado, a procura constante por tecnologia a preços mais acessíveis; por outro, o peso da cultura e da nostalgia, com livros e consolas clássicas a manterem um lugar especial nas escolhas dos portugueses.

Num contexto de maior atenção ao orçamento familiar e às decisões de consumo, comprar reutilizado tornou-se uma forma inteligente de equilibrar desejo e poupança. Equipar a casa, trocar de smartphone ou reencontrar um clássico da infância deixou de implicar necessariamente um produto novo — implica, sim, uma escolha mais consciente.

Em termos geográficos, Lisboa, Porto e Braga foram as regiões mais ativas na Wallapop em 2025, tanto na compra como na venda de artigos reutilizados. O dinamismo destas cidades confirma que o mercado circular acompanha o ritmo das principais áreas urbanas do país, onde mudanças de casa, ciclos académicos e rotatividade profissional impulsionam a circulação de bens.

Mais do que um conjunto de números, o balanço de 2025 mostra uma nova normalidade: reutilizar faz parte do dia a dia. Dar uma segunda vida a um livro, a um sofá ou a um dispositivo tecnológico é hoje uma extensão natural de um consumo mais consciente — e cada vez mais alinhado com a forma como os portugueses vivem, poupam e escolhem.

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