Duas pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, na madrugada de hoje, no concelho de Porto de Mós, devido a intoxicação por monóxido de carbono com origem num gerador, disseram fontes da Proteção Civil.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, Elísio Pereira, explicou tratar-se de intoxicação por monóxido de carbono originada por um gerador, na freguesia de Alqueidão da Serra.
O ferido grave é um homem de 64 anos e o ferido ligeiro é uma mulher de 62 anos, tendo sido ambos transportados para o hospital.
A situação ocorreu pelas 03:00, no lugar de Covas Altas, adiantou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria.
No domingo, um homem morreu por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, no concelho de Leiria.
No mesmo dia, em Alcobaça, uma intoxicação com origem num gerador afetou nove pessoas, cinco das quais em estado grave.
Nas redes sociais, o Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos “podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal”.
A GNR lembrou que, em caso de lareiras e braseiros, “a ventilação é vital”, pedindo aos cidadãos que deixem “sempre uma fresta numa janela”.
Por outro lado, salientou a necessidade de limpeza de chaminés, pois “uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa”, apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.
Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando “dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas”.
Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que “o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação”, além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.
Os sinais de intoxicação são “dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita” e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.