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Coimbra

PS defende compra de prédio que acolhe histórica casa de fados em Coimbra

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Vereadora do PS defendeu hoje que a Câmara de Coimbra deve avançar com a compra do prédio onde está localizada a casa de fados Diligência, a funcionar na Baixa há 50 anos e que está em risco de fechar.

Um dos responsáveis do Diligência participou hoje no período da intervenção do público da reunião do executivo, alertando para a possibilidade de despejo daquela histórica casa de fados e para a demora na conclusão do processo de reconhecimento de interesse histórico do espaço por parte da Câmara de Coimbra.

“O que gostaríamos de ver neste caso, tal como aconteceu no Salão Brazil [sala de concertos na Baixa da cidade], era que tocassem as campainhas e a Câmara salvasse o diligência tal como nós salvámos o Salão Brazil”, defendeu a vereadora do PS Carina Gomes, agora na oposição, mas que no anterior mandato assumiu a pasta da cultura.

Na sua intervenção, um dos responsáveis da casa de fados Jorge Geraldo, notou que, ao mesmo tempo que espera pela conclusão do processo de reconhecimento, o município aprovou o projeto de arquitetura para uma intervenção estrutural no edifício por parte do senhorio.

“Os processos [projeto de arquitetura e reconhecimento de interesse histórico] são independentes. A aprovação da arquitetura não é o licenciamento da obra – ainda teremos a fase dos projetos de especialidade e depois o alvará de licenciamento. Até lá, estará esclarecida a posição do Diligência”, afirmou a vereadora com a pasta do urbanismo, Ana Bastos, eleita pela coligação “Juntos Somos Coimbra” (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Aliança/RiR e Volt).

O projeto de arquitetura foi aprovado em agosto e o processo de reconhecimento do interesse histórico do Diligência, após ter sido aprovado em reunião do executivo em maio, esteve em fase de discussão pública, em que um munícipe “pôs em causa a legalidade das obras” feitas naquela casa de fados.

“A informação já foi elaborada, mas propõe que o processo vá a departamento jurídico. O processo não está esquecido. Agora, não posso admitir que nos digam que estamos a beneficiar ‘A’ em relação a ‘B’. Um é um processo por parte do proprietário e outro do arrendatário e trabalhamo-los de forma independente. O projeto de arquitetura não põe em causa o reconhecimento do Diligência”, disse Ana Bastos, frisando ainda que “tudo indica que haverá reconhecimento histórico e cultural” daquela casa de fados.

A partir daí, frisou, “passará a ser um problema do foro privado”.

A vereadora do PS Regina Bento criticou a Câmara por pôr “num mesmo patamar um processo privado e um processo de interesse municipal”, alertando para a possibilidade de despejo do Diligência.

“Que o processo venha já na próxima reunião para ser aprovado”, pediu.

Na resposta, Ana Bastos asseverou que o processo irá, “se estiverem reunidas as condições”.

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