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Coimbra

1950 euros por mês para ficar com todos os espaços de restauração do “novo” Mercado Municipal de Coimbra

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O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai analisar e votar, na sua reunião de segunda-feira, uma proposta para a adjudicação à empresa Renasceia – Hotelaria e Restauração, Lda, que venceu o concurso público, para a atribuição do direito de exploração de espaços e estabelecimentos de restauração e bebidas que vão surgir com as obras de requalificação do Mercado Municipal D. Pedro V.

A empresa Renasceia – Hotelaria e Restauração Lda, a única a concorrer, venceu o concurso público, oferecendo 1950 euros por mês para ficar com todos os 17 espaços desta nova área do principal mercado de Coimbra.

O direito de exploração terá um prazo de 20 anos, renovável por períodos de um ano até ao limite de cinco renovações e a sociedade pode ceder espaços a outras empresas.

A empresa, com sede em Seia, é uma das novas concessionárias dos espaços de restauração do Parque Verde e faz parte de um grupo com várias áreas de negócio.

Foram, assim, objeto da concessão de exploração a privados as seguintes áreas úteis: 7 postos de comida pequenos (com 12,4 m2 cada, situados no Piso 1); 5 postos de comida grandes (com 13,5 m2 cada, situados no Piso 1); uma cafetaria (com 33,07 m2, situada no Piso 1); uma zona de backoffice destinada à lavagem de loiça, vestiários e arrumos (com 70m2, situada no Piso 1); 3 Praças (com um total de 507,73 m2, situadas no Piso 1); e, por último, um restaurante, o Restaurante do Peixe, (com 155,63 m2, situado no Piso 2)

Recorde-se que esta empreitada de requalificação do Mercado Municipal D. Pedro V terá financiamento do Portugal 2020, e foi entregue à empresa Veiga Lopes, SA, que venceu o concurso público.

O objetivo passa por implementar novas dinâmicas de funcionamento no Mercado, como a instalação de fornecedores de refeições e a criação de uma zona central comum com mesas, a praça de restauração. Nesta zona, está prevista a criação de 12 espaços de serviço de refeições, mas na área central do 1º piso também vão nascer outros espaços. Um que servirá de ponto de encontro (meeting point), outro vocacionado para pequenas feiras temáticas (Largo da Feira) e eventos de animação, e um outro dirigido aos produtores agrícolas, que prevê a criação de bancas amovíveis adaptáveis às diversas solicitações para vender no Mercado.

No andar superior da galeria do Mercado do Peixe está prevista a criação de um espaço de restauração individualizado, com entrada também a partir do estacionamento superior (o que lhe permitirá funcionar mesmo com o restante mercado fechado), apoiado com instalações sanitárias e uma cozinha de confeção, com entrada própria para cargas e descargas. A galeria superior será fechada com uma cortina predominantemente de vidro.

O Mercado vai ganhar, ainda, um “condomínio criativo” com três espaços amplos para lojas, ateliês e cowork; e um miradouro na antiga “casa dos frangos”, que vai constituir um espaço exterior aprazível, com esplanada, árvores e espaço relvado.

No que diz respeito às obras de manutenção, está prevista a revisão geral da cobertura e das caleiras, a substituição das chapas das zonas de iluminação por chapas de policarbonato com melhor eficiência energética, a reparação de pavimentos degradados, pinturas interiores e exteriores de paredes e tetos, a revisão e reparação de portas e pequenas reparações diversas. A intervenção inclui, ainda, a substituição de lâmpadas por outras com melhor eficiência energética e do sistema de aquecimento existente por um novo que garantirá melhor conforto térmico e eficiência energética.

Recordamos que a CM Coimbra está a investir mais de 1,5 milhões de euros na modernização e dinamização do Mercado Municipal D. Pedro V, estando a empreitada a decorrer a bom ritmo. A consignação da obra aconteceu no passado dia 30 de março, e foi depois lançado o concurso para a atribuição do direito de exploração de espaços para estabelecimentos de restauração, bebidas e afins. 

Com esta empreitada, a autarquia pretende modernizar esta infraestrutura na Baixa da cidade e adaptar o local a novas dinâmicas de funcionamento, nomeadamente através de uma praça de restauração e de um miradouro.

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