O caso do adolescente de 14 anos acusado de matar a própria mãe continua a ser julgado no Tribunal de Aveiro.
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Trata-se de um homicídio cometido por um menor que é o mais jovem de que há registo em Portugal, ocorrido em outubro de 2025.
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Nesta quinta-feira, 26 de março, a advogada do jovem chegou ao tribunal, mas não quis prestar declarações. Questionada sobre o segundo dia de audiência, afirmou: “Nós não vamos falar, […] agradecemos a hipótese. No final do dia têm o comunicado”, disse.
Ontem, o dia de julgamento foi marcado por várias diligências. Durante a manhã, o pai do adolescente foi ouvido, e durante a tarde testemunharam uma técnica de reinserção social, assim como várias testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela Defesa. O jovem também prestou declarações voluntárias.
Segundo o processo, o adolescente matou a mãe enquanto ela estava ao telefone com uma amiga, tendo disparado com um revólver que havia sido roubado ao pai de um cofre. Na tentativa de encobrir o crime, chegou a simular um assalto à habitação. Contudo, a investigação apurou que ele escondeu a arma no cemitério perto de casa, na campa dos avós paternos.
O jovem, que se encontra internado em regime fechado no Porto, foi transportado ao tribunal acompanhado por dois inspetores da Polícia Judiciária. O comportamento observado durante a chegada foi descrito como bem-disposto e sorridente.
O julgamento prossegue com 13 testemunhas ainda por ouvir, numa audiência que continua a gerar grande comoção em Aveiro e em todo o país.
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