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11 de Portugal 3 – 10 do Luxemburgo 0

Notícias de Coimbra | 11 anos atrás em 15-10-2013

Portugal assegurou hoje a presença nos “play-offs” de apuramento para o Campeonato do Mundo de futebol de 2014, ao vencer o Luxemburgo, por 3-0, em jogo da última jornada do Grupo F europeu de qualificação, disputado em Coimbra.

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À passagem da meia hora no Estádio Cidade de Coimbra, e um minuto depois da expulsão do luxemburguês Joachim, Silvestre Varela inaugurou o marcador, enquanto Nani fez o 2-0, aos 36 minutos, e Hélder Postiga fechou a contagem, aos 78, consumando um resultado que permitiu a Portugal ser um dos oito melhores segundos classificados dos nove grupos.

Com este triunfo, Portugal concluiu o Grupo F com 21 pontos, menos um do que a Rússia, que empatou hoje no Azerbaijão, 1-1, e garantiu o apuramento direto para o Mundial do Brasil. A seleção portuguesa aguarda pelo sorteio de segunda-feira para conhecer o seu adversário nos “play-offs”, que se realizam a duas mãos, a 15 e 19 de novembro.

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FICHA DO JOGO:

Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.

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Portugal – Luxemburgo, 3-0.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores:

1-0, Varela, 30 minutos.

2-0, Nani, 36.

3-0, Hélder Postiga, 78.

Equipas:

– Portugal: Rui Patrício, André Almeida, Ricardo Costa (Sereno, 59), Luis Neto, Fábio Coentrão (Antunes, 76), Miguel Veloso (Hugo Almeida, 58), João Moutinho, Josué, Nani, Silvestre Varela e Hélder Postiga.

(Suplentes: Anthony Lopes, Beto, Sereno, Rolando, Antunes, Custódio, André Martins, Ruben Micael, Pizzi, Bruma, Éder e Hugo Almeida).

Selecionador: Paulo Bento.

– Luxemburgo: Jonathan Joubert, Tom Laterza, Chris Phillips, Laurent Jans, Mathias Janisch, Lars Gerson, Mario Mutsch, Daniel Da Mota (Massimo Martino, 82), Stefano Bensi (Antonio Luisi, 46), Ben Payal (Rene Peters, 61) e Aurelien Joachim.

(Suplentes: Marc Oberwais, Eric Hoffmann, Kevin Malget, Rene Peters, Yannick Bastos, Massimo Martino, Andy May e Antonio Luisi).

Selecionador: Luc Holtz.

Árbitro: Bulent Yildirim (Turquia).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Chris Phillips (42), Josué (49; Fábio Coentrão (64), Lars Gerson (70) e Daniel da Mota (81). Cartão vermelho para Aurelien Joachim (28).

Assistência: 18.955 espetadores.

COMENTÁRIO:

 A seleção portuguesa de futebol selou hoje, sem brilho, um lugar nos “play-offs” de apuramento para o Mundial de 2014, ao vencer o Luxemburgo, cedo reduzido a 10 unidades, por 3-0, no Estádio Cidade de Coimbra.

Necessitado de golear e de um desaire da Rússia, para rumar ao Brasil2014, ou de perder e mais uma série de estranhos resultados, para ficar de fora, Portugal ficou a meio do caminho, com mais uma exibição “pobrezinha”, o normal na qualificação.

Varela, aos 30 minutos, Nani, aos 36, e Hélder Postiga, aos 78, apontaram os tentos da formação das “quinas”, todos depois da expulsão de Aurélien Joachim, que viu o vermelho direto, algo exagerado, logo aos 28, ainda com o resultado em “branco”.

Portugal termina, assim, o Grupo F europeu de apuramento no segundo lugar, com 21 pontos, menos um do que a Rússia, que fez o que lhe competia no Azerbaijão (1-1) e está na fase final, depois de ter falhado os dois últimos Mundiais.

O conjunto de Paulo Bento, hoje desfalcado de Cristiano Ronaldo e também de João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Raul Meireles, tem, assim, pela frente um “play-off” no qual, no pior cenário, poderá ter pela frente a França. Colocou-se a jeito para isso.

A formação lusa entrou em campo com cinco novidades em relação ao “onze” que empatou com Israel (1-1), os regressados Fábio Coentrão e Hélder Postiga, em vez de Antunes e Hugo Almeida, Neto e Varela, para fazer face aos castigos de Pepe e Cristiano Ronaldo, e Josué, em estreia como titular, em vez de Ruben Micael.

Necessitado de uma goleada para ainda sonhar com o apuramento direto, Portugal entrou apressado, mas só efetuou os primeiros remates perigosos aos nove minutos, com Jonathan Joubert a parar consecutivamente os “tiros” de Nani, Postiga e Moutinho.

Daniel Da Mota protagonizou, aos 11 minutos, a primeira ameaça dos luxemburgueses, que vieram a Coimbra sem “autocarro”, mas foi Portugal a estar de novo perto do golo aos 13, quando Coentrão cabeceou à barra, após centro de André Almeida.

Portugal precisa de golos, seus e do Azerbaijão, mas, em Baku, foi a Rússia a faturar, enquanto Portugal caia exibicionalmente, “voltando” apenas aos 23 minutos, num cabeceamento de Nani após livre de Moutinho. Joubert voltou a brilhar.

Depois, aos 28 minutos, aconteceu o lance que mudou o jogo e tornou tudo mais fácil para Portugal: o avançado Aurélien Joachim fez uma falta dura sobre André Almeida e o árbitro turco Bülent Yildirem resolveu mostrar-lhe o vermelho direto.

Com mais, a equipa lusa não demorou a chegar aos golos, o primeiro aos 30 minutos, por Silvestre Varela, e o segundo aos 36, por Nani, ambos servidos da melhor forma pelo melhor jogador luso em campo, João Moutinho.

Se ainda conseguiu empolgar no final da primeira parte, depois do intervalo Portugal entrou ainda com menos “chama”, a jogar muito devagar, com exceção para algumas arrancadas de Varela, que Nani e Hugo Almeida, entretanto entrado, não aproveitaram.

O avançado do Besiktas ainda teve mais duas oportunidades flagrantes, que atirou ao “ferro”, a segunda um golo “feito” e que lhe valeu a assobiadela da noite, já depois de Postiga ter apontado o terceiro e último, aos 78 minutos.

DECLARAÇÕES:

Declarações à RTP após o jogo Portugal-Luxemburgo (3-0), do Grupo F europeu de qualificação para o Campeonato do Mundo de futebol de 2014, disputado hoje no Estádio Cidade de Coimbra:

Paulo Bento (selecionador de Portugal): “[Nani] É um jogador que conheço bem, mas não tenho dúvidas de qual o espírito que se vive na seleção. Sabemos que quando acontecem resultados menos positivos há tendência para pôr tudo em causa: os processos, as relações. Não me parece que tenha havido nada estranho no ambiente em torno da nossa equipa desde sexta-feira.

Agora temos mais coisas em que pensar, que passam por prepararmo-nos da melhor maneira para estar no Mundial de 2014.

Não fomos a melhor equipa deste grupo. A melhor foi a que ficou em primeiro. Se acho que devíamos ter ficado em primeiro? Digo que sim. O valor da equipa e destes jogadores não está em causa. Portugal está no ‘play-off’ porque há um responsável que não conseguiu que ficássemos em primeiro.

Portugal tudo fará para ir ao Brasil. Está definido desde sempre, desde que assinei o contrato. Não conseguimos o que pretendíamos, que era passar no primeiro lugar, mas estamos no ‘play-off’.

Logo analisaremos o adversário que nos calha. [França é o mais difícil?] Veremos, nunca se sabe”.

 

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