Uma explosão de gás no Vale das Flores, Coimbra, provocou esta manhã, 27 de janeiro, cinco feridos, dois deles em estado grave, e obrigou à evacuação de dois prédios, causando grande apreensão entre moradores.
Nuno Martins, professor de arquitetura na Universidade da Beira Interior e especialista em desastres urbanos, afirmou que o acidente poderia ter sido evitado. “Tudo indica que há uma fuga de gás e as fugas de gás podem ser detetadas. Um detetor de gás, que pode custar 10 ou 20 euros, poderia ter dado um alarme e as pessoas teriam aberto uma janela, evitando a explosão”, disse o especialista.
O professor explicou ainda que, em situações extremas, não é necessária uma ignição para que o gás provoque uma explosão: “É como pensar num balão que estamos a encher: quando superamos o limite, ele explode. É um pouco aquilo que deve ter acontecido aqui.”
Além dos danos materiais, o episódio deixou marcas psicológicas nos moradores. “É normal que as pessoas agora tenham alguma relutância em voltar imediatamente para as suas casas e queiram estar seguras de que nada lhes vai acontecer daqui para a frente. É fundamental montar uma estrutura de suporte, incluindo especialistas em serviço social e psicologia”, acrescentou.