Política

10 de junho: É preciso “cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda”

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 10-06-2023

O Presidente da República considerou hoje necessário “cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda”, advertindo que, só se não se quiser, é que “Portugal não será eterno”.

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No seu discurso na cerimónia militar do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que está a decorrer no Peso da Régua, Marcelo Rebelo de Sousa pegou na vocação universalista do país e na luta da região do Douro para se projetar para deixar alguns recados, numa altura em que a política portuguesa continua envolvida na polémica em torno do incidente no Ministério das Infraestruturas e no envolvimento do SIS na recuperação de um computador de um adjunto do ministro João Galamba.

O chefe de Estado considerou que o país não quer “nunca cometer o erro” de trocar a sua vocação universal pela ilusão de que, para ser feliz, é necessário deixar de ser o que o marcou “há séculos”.

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“Mas atenção, que isso não seja álibi ou justificação para não sermos mais fortes e mais justos cá dentro, até para podermos ser mais fortes e justos lá fora”, frisou.

Segundo o chefe de Estado, “é esse o apelo deste Douro e de todos os Douros”: “Pegarmos no impossível, tentarmos uma vez, com vezes, mil vezes, falharmos mais do que acertamos, (…) não desistirmos, começarmos de novo”.

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“Darmos de novo viço ao que disso precisar. Plantarmos, semearmos, podarmos, cortarmos os ramos mortos que atingem a árvore toda. Recriarmos juntos, neste Douro, em todos os nossos Douros, o que faça o nosso futuro muito diferente e muito melhor do que o nosso presente”, declarou, sem nunca mencionar diretamente qualquer caso político atual.

Com o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro das Infraestruturas, João Galamba, a ouvi-lo na plateia, o Presidente da República disse: “Só se não quisermos é que o nosso Portugal não será eterno”.

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